Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

26 de fevereiro de 2024

2º Domingo do Tempo da Quaresma

 

Introdução à Liturgia:

A liturgia de hoje apresenta o tempo de quaresma como uma caminhada, como um itinerário que nos conduz ao mistério pascal do Senhor e nos propõe uma vida nova com o Ressuscitado. Esta caminhada só tem sentido se for realizada num clima de aliança, de comunhão com o Senhor. Por isso, este tempo é um subir ao Monte para aí fazer a experiência do encontro pessoal com Cristo.

Introdução às Leituras:

A primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão como paradigma da aliança, de alguém que acolhe a voz de Deus, mesmo que isso implique a doação e entrega do filho único. Como homem de fé, Abraão é o paradigma dos crentes que se colocam em caminhada como resposta ao projeto de Deus.

Na segunda leitura, S. Paulo oferece-nos um hino, um cântico de confiança no amor que Deus tem por nós e que nos é testemunhado por Jesus. É Ele a garantia deste amor único que gera em nós a confiança; é Ele a prova suprema e mais clara do amor de Deus.

Depois do anúncio da paixão, Jesus mostra aos seus discípulos a sua glória, aquela glória que o Pai lhe deu e que é a garantia da sua missão salvadora: Ele é o filho amado do Pai, Ele é o Messias. Mas a sua missão passa pela cruz e é pela cruz que ele chega à ressurreição. É esta que ilumina a cruz, é também a ressurreição que ilumina e dá sentido à nossa caminhada.

Padre João Lourenço, OFM

14 de fevereiro de 2024

1º DOMINGO DA QUARESMA


 Introdução à Liturgia:

O tempo da Quaresma constitui uma das etapas mais ricas do ano litúrgico. Trata-se de um itinerário de caminhada em direção à Páscoa do Senhor. O percurso faz-se com os recursos que a Igreja nos propõe a viver: a oração, a conversão e o jejum que se faz partilha e caridade fraterna. Ao iniciar este tempo, acolhamos o desafio que o Senhor nos faz.

 Introdução às Leituras:

Um dos temas da quaresma é o convite à conversão, um convite que significa, antes de mais, um compromisso na construção de uma nova humanidade a partir da nossa fé. Este é o sentido da aliança que Deus nos propõe. A simbólica do Dilúvio é exatamente este renascer de novo, figura do batismo que nos associa ao mistério pascal do Senhor.

No Evangelho, escutamos uma vez mais o eco central do Evangelho de S. Marcos: ‘O reino está próximo, convertei-vos e acreditai no Evangelho’. Viver a quaresma, é dar seguimento a este apelo e fazê-lo nosso para toda a caminhada em direcção à Páscoa do Senhor.

Na 2ª leitura, S. Pedro faz-se eco desta novidade da vida cristã, desta humanidade nova que renasce pelo batismo, à semelhança do episódio do Dilúvio. A Igreja é a nova Arca pela qual chegamos à vida em Cristo.

Padre João Lourenço, OFM

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

Introdução à Liturgia:

Um dos temas constantes do Evangelho de S. Marcos que nos acompanha ao longo deste ano litúrgico é a presença de Jesus como sendo o rosto amoroso de Deus junto daqueles que sofrem e se sentem, por causa disso, marginalizados da sociedade a que pertencem. Ao curá-los, Jesus vem integrar e abrir novos horizontes de esperança. Na nossa sociedade precisamos de sentir este desafio que Jesus nos faz.

 Introdução às Leituras:

Na sociedade judaica, tal como nas culturas do antigo médio oriente, a lepra tinha uma leitura religiosa, sendo muitas vezes relacionada com a condição pecadora daqueles que dela padeciam. O objetivo era encontrar um sentido que levasse à separação daqueles que dela padeciam, para assim evitar o perigo dos contágios. Em termos religiosos, só Jesus dará um novo sentido a situações destas. É isto que descobrimos exatamente no Evangelho: para além da cura, Jesus convida à inclusão na comunidade religiosa e social, pois é aí que está a fonte e o centro da vida plena que o crente deve sentir na sua caminhada.

Por sua vez, na segunda leitura, São Paulo convida os cristãos a terem como prioridade a glória de Deus e o serviço dos irmãos, pois tudo deve contribuir para a glória de Deus e o bem dos Irmãos. 

Tal como Jesus é um dom de Deus para os homens, assim nós o devemos ser para os Irmãos.

 Padre João Lourenço, OFM

5º Domingo do Tempo Comum

 

Introdução à Liturgia:

A liturgia deste domingo deixa-nos duas interrogações, qualquer uma delas importante para as nossas vidas:

.Que sentido tem o sofrimento quando vivido a partir de uma experiência de vida cristã?

.Qual a nossa relação com Cristo e que resposta esperamos d’Ele?

Confrontados com o projeto de Deus, somos convidados a traduzir na nossa vida o desejo do anúncio e do testemunho que Ele confiou à sua Igreja.

 Introdução às Leituras:

A primeira leitura leva-nos ao livro de Job e convida-nos, tal como faz o autor, a encontrar respostas na fé para aquilo que parece não ter sentido, sabendo que é a partir da experiência do sofrimento que nos podemos abrir ao amor e à esperança, superando a permanente indiferença em que o mundo hoje navega.

A segunda leitura sublinha, de forma convincente, aquilo que é o grande imperativo de cada cristão: ‘anunciar o Evangelho’. Este foi o grande testemunho que Paulo nos deixou, a sua paixão pelo Evangelho. O Papa Francisco convida-nos, de forma constante, a fazer nossa esta paixão, através do encontro, pela presença fraterna e na alegria da partilha

O Evangelho manifesta a constante preocupação de Jesus pelos que sofrem, indo ao seu encontro. Ao mesmo tempo, deixa-nos o desafio de o procurar, pois é na procura que Ele se deixa encontrar e se faz presente na nossa vida.

Padre João Lourenço, OFM

 
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