Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

16 de janeiro de 2020

SS. Mártires de Marrocos - 16 de janeiro

Painting of Moroccan Martyrs of 1227, Chapel of the Martyrs of Narni in Katowice Panewniki

Por concessão do Papa Francisco, celebra-se, entre 12 de janeiro de 2020 e 17 de janeiro de 2021, o Ano Jubilar de Santo António de Lisboa  e dos Mártires de Marrocos.
O Livro do Levítico (25:8-16) estabelece que o Ano de Jubileu será um ano santo em que é proibido semear a terra, que deverá descansar - uma espécie de sábado para a terra, devendo o povo  crer que Deus o sustentará, daí esse ano ser um ano de exercício da fé na provisão de Deus. O ano jubilar deverá assim ser tempo de recomeçar para os que andem afastados de Deus, de fortalecimento no caminho da conversão para os desalentados na fé e de enraizamento em Cristo para os que ficaram sem fundamentos sólidos para a sua vida e ação. Será sempre uma oportunidade de recomeçar que o Senhor oferece a cada membro do Seu Povo. 

ORAÇÃO DO JUBILEU DE SANTO ANTÓNIO E DOS MÁRTIRES DE MARROCOS

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,
nós vos louvamos pelos vossos mártires e santos.
Nós vos bendizemos por Santo António, presbítero e doutor da Igreja,
modelo de entrega ao serviço da evangelização,
cristão enraizado na fé, na esperança e no amor,
sempre dócil ao Espírito Santo,
arauto da fecundidade da cruz de Cristo,
alimentado pela Palavra da Escritura
e pelo Pão da Eucaristia.

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,
nós vos pedimos pela Igreja de Vosso Filho Jesus Cristo,
para que cresça em santidade
e dê a sua vida em favor dos irmãos.
Nós vos pedimos pelos cristãos,
para que sejam testemunhas fiéis da fé
e sigam o exemplo dos primeiros mártires franciscanos,
que, com o sangue do seu martírio
geraram sementes de novos cristãos.

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,
por intercessão de Santo António,
concedei-nos a graça de um Ano Santo,
que seja um verdadeiro caminho de conversão,
e nos leve ao encontro pessoal com Cristo,
para que sejamos renovados no Vosso Espírito.

Ámen.



14 de janeiro de 2020

Festa do Baptismo do Senhor



(12.01.2020)
     Introdução:
     A liturgia deste domingo convida-nos a ‘celebrar’ o Batismo do Senhor, mostrando assim o início público do anúncio do Reino feito por Jesus. No batismo, apresentando Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projeto do Pai, Ele fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-Se em promover-nos, para que possamos chegar à plenitude da vida. Ele é essa plenitude que o Pai dá a conhecer nas águas do Jordão.

    Introdução às Leituras
    A primeira leitura fala-nos de um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não fazem parte do projeto de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho, o “Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele assumiu a sua condição humana, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.

A segunda leitura, dos Atos dos Apóstolos, reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar o Seu plano de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.
Padre João Lourenço, OFM

6 de janeiro de 2020

Concerto - Igreja do Menino Deus


Jubileu de Santo António e dos SS Mártires de Marrocos





Do Conselho Nacional









 




Solenidade da Epifania do Senhor





Introdução à Liturgia:
Fazendo parte da quadra natalícia, a liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens, dando assim uma dimensão universal ao mistério da manifestação do Senhor: Ele dá-se a conhecer a todos os povos. Ele é a “Luz” que resplandece na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Esta “Luz” incarnou na nossa história, fez-se presente na história dos homens e iluminou os seus caminhos, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida em plenitude.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura anuncia a chegada da Luz salvadora que Deus fará brilhar sobre Jerusalém, simbolizando assim a chegada da plenitude da vida de que Jesus é portador. A centralidade universal de Cristo atrai a Ele todos os povos que caminham guiados por essa Luz.

Atualizando em Cristo o anúncio da 1ª Leitura, a segunda diz-nos que essa Luz se concretiza através dos arautos do Evangelho de que Paulo é testemunho; já não apenas aos Judeus, mas a todos os povos, pois todos são chamados a partilhar a mesma comunhão em Cristo.

No Evangelho, numa narrativa muito bela e profundamente simbólica, Mateus dá-nos a conhecer a forma como a Luz que é Cristo convida todos os povos, simbolizados nos Magos, a caminharem ao encontro de Jesus. Importa estar atentos aos seus sinais e deixar-se conduzir por Ele, pois só assim podemos encontrar um novo caminho para construir um mundo diferente.
Padre João Lourenço, OFM

2 de janeiro de 2020

SOLENIDADE DE SANTA MARIAS, MÃE DE DEUS


(1 de Janeiro)
Introdução à Liturgia:
A todos saudamos com votos de um Novo Ano, cheio de Paz e Harmonia. Hoje, a liturgia convida-nos a celebrar várias evocações: a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, a primeira das evocações com que os cristãos honraram a Mãe de Jesus; o Dia Mundial da Paz que, desde 1968, é um apelo constante da Igreja, através da oração, para a construção da paz no mundo; o primeiro dia do ano, início de uma nova caminhada, percorrida de mãos dadas com o Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.


Introdução às Leituras:
As leituras que hoje nos são propostas evocam os vários temas a que já aludimos.
Na primeira leitura, sublinha-se a dimensão da presença contínua de Deus na nossa caminhada e recorda-nos que é da sua bênção e da sua presença que brota e resplandece em nós a plenitude da vida.


Na segunda leitura, a liturgia evoca, outra vez, o amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus “filhos”. É este privilégio de sermos “filhos” que nos leva a dirigirmo-nos a Deus e chamar-lhe “Abbá” (“PAI”).



O Evangelho mostra como a chegada do projeto libertador de Deus, através de Jesus, provoca alegria e felicidade naqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os marginalizados. Convida-nos também a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens.
Padre João Lourenço, OFM

27 de dezembro de 2019

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

Holy family (1674) - Josefa de Óbidos (1630 - 1684)

Introdução à Liturgia:
Num tempo em que as famílias se reúnem e que a Igreja vem dedicando particular atenção, a liturgia deste domingo propõe-nos a família de Jesus como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares. Tal como a família de Jesus – diz-nos a liturgia deste dia – as nossas famílias devem viver numa permanente atenção aos desafios de Deus e às necessidades dos irmãos.


Introdução às Leituras:
A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais. É uma forma de concretizar o amor que deve unir esposos e filhos. Embora mudem as circunstâncias, o essencial da identidade humana e familiar permanece. Sem amor e comunhão de vida não há família


A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “em Cristo” e aceitaram ser “novas criaturas”. Esse amor deve tocar, de forma muito especial, todos os que connosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em atitudes de bondade, de respeito, de partilha, de serviço e de perdão.

O Evangelho, pela palavra de Lucas, mostra-nos uma família que escuta a Palavra de Deus, que procura concretizá-la na vida e que consagra a Deus a vida dos seus membros. Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo daqueles que abrem os seus olhos ao futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a Sua presença libertadora no meio dos homens.
Padre João Lourenço, OFM

26 de dezembro de 2019

Natal do Senhor


MISSA DO DIA
Introdução à Liturgia:
Hoje somos convidados a dirigir o nosso olhar e contemplar o amor de Deus, manifestado e testemunhado na encarnação de Jesus – o Deus Menino – que nos foi dado. Ele é a “Palavra” que se faz pessoa e vem habitar no meio dos homens, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.

Introdução às Leituras:

A primeira leitura anuncia a chegada do Deus libertador. Ele é o rei que traz a paz e a salvação, proporcionando ao seu Povo uma era de felicidade sem fim. Assim diz Isaías: “Como são belos os pés do Mensageiro que anuncia a paz”. Ele é esse Mensageiro que nos convida e desafia a ser também mensageiros como Ele.

A segunda leitura apresenta, em traços largos, o plano salvador de Deus. Insiste, sobretudo, que esse projeto alcança a sua plenitude em Jesus, pois Ele é a “Palavra” de Deus que os homens devem escutar e acolher.

O Evangelho, tomado do início do texto de S. João, apresenta-nos Jesus como a plenitude da Palavra, o Logos de Deus. Contemplá-lo é acolher essa Palavra feita vida entre nós e descobrir nela a Luz que nos guia e conduz até ao Pai, tornando-nos assim o Homem Novo, o homem da vida em plenitude, o homem que vive numa relação filial com Deus.
Padre João Lourenço, OFM

20 de dezembro de 2019

4º DOMINGO DO ADVENTO


Introdução à Eucaristia

A liturgia deste domingo, que precede o Natal, aproxima-nos já do mistério do nascimento do Senhor. Ele está à porta e convida-nos a fazer uma caminhada de peregrinação até Ele. Belém é não só o local da Sua presença entre nós, mas também o do nosso encontro com Ele. Para isso, há que preparar os nossos corações, abrir as nossas portas e superar as barreiras que nos impedem e O acolher.

Introdução às Leituras

As leituras de hoje falam-nos de 2 grandes anúncios na história da Salvação. Na 1ª leitura, temos o anúncio a Acaz, em que o profeta Isaías fala do ‘Emanuel’ que será o ‘Deus-Connosco’. Este anúncio foi, ao longo dos tempos, o fundamento da esperança de Israel, retomado por São Mateus na anunciação a Maria.

Na carta aos Romanos, S. Paulo apresenta-nos Jesus Cristo como Deus e Homem. É n’Ele e por Ele que todos fomos eleitos e chamados a constituir um só povo, um povo onde todos têm um lugar e do qual ninguém é excluído.

No Evangelho, S. Mateus fala-nos da figura de São José, aquela figura discreta, mas presente na história da salvação. Ele é o garante, o mediador desta tradição messiânica que se realiza em Jesus. Abrindo-se ao mistério, S. José é também o modelo de cada crente que aceita a presença da novidade de Deus na sua vida.
Padre João Lourenço, OFM

17 de dezembro de 2019

3º DOMINGO DO ADVENTO



Introdução à Eucaristia

O 3º Domingo do advento traz até nós uma mensagem de grande alegria, um apelo à alegria que vem da certeza que o nosso Salvador está próximo e Ele mesmo vem salvar-nos. É-nos feito um convite para o poder acolher com alegria. Este convite passa pela conversão do coração. Era assim que João Batista exortava os seus contemporâneos a proceder.

Introdução às Leituras
A primeira leitura, pela voz de Isaías, faz-nos um convite para contemplar a novidade, os sinais da presença de Deus na nossa história. Estes sinais pedem-nos uma resposta, uma adesão. Isso, implica um coração forte para acolher a presença do Deus que vem ao nosso encontro.

A segunda leitura, pela palavra de São Tiago, exorta-nos a saber esperar, de ânimo alegre, mantendo a firmeza da fé e, ao mesmo tempo, abrindo o nosso coração à comunhão com os Irmãos, mesmo quando isso implica dores e sofrimento.

No Evangelho, em resposta aos enviados por João Batista, Jesus anuncia a chegada de um tempo novo, com os sinais messiânicos que devem acompanhar a presença do Messias. É esta a Boa-Nova de que Ele é portador. Acolhamos a palavra do Senhor.   
Padre João Lourenço, OFM

5 de dezembro de 2019

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO






(08.12.2019)

Introdução à Eucaristia

A Igreja celebra hoje a Solenidade da Imaculada Conceição. Para além de celebrar Maria como aquela em quem habitou a plenitude da graça, também celebramos a Mãe do Verbo de Deus, figura e modelo da Igreja e de cada crente, chamados como ela para sermos os portadores do seu amor. A Senhora do Advento é também a Mulher do acolhimento e da fidelidade.

Introdução às Leituras

A primeira leitura, recorrendo à imagem de Eva, prepara-nos para olhar para Maria como a Nova Eva, aquela que pela fidelidade gerou a vida, enquanto Eva, pela soberba e pelo pecado, foi geradora de morte.

A segunda leitura garante-nos que Deus tem um projecto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher – um projecto que desde sempre esteve no coração do próprio Deus. Esse projeto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem subterfúgios.

O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a auto-suficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim, o fiat” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.
Padre João Lourenço, OFM

1º DOMINGO DO ADVENTO







(01.12.2019)

Introdução à Eucaristia
Com a celebração da Eucaristia, iniciamos hoje um novo ano litúrgico, preparando assim o Natal do Senhor. O sentido da liturgia deste domingo constitui um apelo veemente à vigilância. Estar atento e alerta para a vinda do Senhor é a verdadeira atitude do cristão que, neste tempo de advento, reforça a vigilância para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro.

Introdução às Leituras
Na primeira leitura, através da sua visão, Isaías fala-nos da novidade dos tempos messiânicos. A salvação que Deus nos oferece transforma toda a realidade e renova a humanidade. Somos todos convocados para que nos deixemos guiar pela Luz do Senhor, que é Cristo.

Para Paulo, na segunda leitura, o cristão deve assumir, de forma plena e consciente, a sua total adesão a Cristo. Essa adesão constitui uma nova identidade, já a noite do pecado se transforma numa nova aurora de esperança e de comunhão. Cristo é a Luz plena, o novo dia da nossa comunhão em Deus.

Numa linguagem de cariz apocalíptico, no Evangelho, Jesus convida os seus discípulos a estar atentos aos sinais da sua vinda e às mudanças de vida que a nossa adesão a Ele implica. Inseridos na História, os cristãos devem sentir que é a presença de Deus que dá sentido à nossa caminhada. O tempo do advento reforça este apelo, pois sabemos que o Senhor vem.
Padre João Lourenço, OFM

28 de novembro de 2019

Encontro de Advento - Convite


     Caríssimas Amigas e Amigos,

     Por iniciativa da FUNDAÇÃO BETÂNIA e a colaboração do CENTRO CULTURAL FRANCISCANO, vamos realizar um encontro de ADVENTO sobre o tema: MESSIANISMO: QUE ESPERANÇA?
     O encontro inicia-se pelas 9.30h (com o acolhimento) e a conferência pelas 10h, seguida de partilha e interpelações. De acordo com o número de pessoas, decorrerá no Espaço 'Santos Mártires de Marrocos', no centro do Jardins do Seminário ou, se assim se justificar, no Auditório.
      Uma boa oportunidade para pensar o Natal e o seu sentido na nossa vida. Deixo o convite e será com muito gosto que nos encontraremos para esta reflexão e partilha.

     Com amizade,
      Padre  João Lourenço

Solenidade de Cristo Rei do Universo


(24 de Novembro)
Introdução à Liturgia
Celebramos hoje, neste último domingo do ano litúrgico, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. É um momento festivo que nos motiva à confiança, já que não estamos sós. Ele caminha connosco na história e é à luz da fé que encontramos sentido para a nossa própria caminhada. Celebrar Cristo Rei é unir o nosso projeto ao projeto de Deus que, pela fé, se faz presente em cada um de nós.

           Introdução às Leituras
A primeira leitura, do livro de Samuel, fala-nos do início da realeza do rei David, símbolo da realeza messiânica de Deus com o seu povo. É um momento da história bíblica que dá um sentido novo à caminhada do povo de Deus, que só encontra a sua plenitude na realeza do novo rei: Jesus Cristo. 

Na segunda leitura, num hino muito belo da Carta aos Colossences, S. Paulo diz-nos que Cristo é o princípio, a cabeça de todo um Corpo que é a Igreja. A Ele pertence a primazia, pois é n’Ele que reside toda a plenitude do mistério de Deus que nos congrega na comunhão. É esta comunhão que faz nascer no coração de cada um de nós o Reino de Deus.

O Evangelho diz-nos que a realeza de Jesus se exerce na sua morte salvadora, pois é por ela que todos recebemos a esperança da redenção. Tal como outrora no calvário, ainda hoje muita gente quer e exige que Deus salve os homens de forma mágica e sem envolvimento pessoal. Celebrar Cristo Rei é celebrar a nossa comunhão com Ele, deixando-nos envolver nesse manto de amor que, em Cristo, Deus estendeu ao mundo.
Padre João Lourenço, OFM

19 de novembro de 2019

Novos caminhos - Conferência

A fim de procurar melhor compreender e acompanhar a mudança com discernimento, e na sequência do Sínodo sobre a Amazónia, a Rede promove a conferência Novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral, com a presença do Padre Corrado Dalmonego, antropólogo que faz parte da Repam (Rede Eclesial Panamazónica), e o Irmão Carlo Zacquini, um missionário da Consolata que vive há 50 anos na Amazónia.
 Os oradores, que têm muito para partilhar connosco, são o Padre Corrado Dalmonego, antropólogo que faz parte da Repam (Rede Eclesial Panamazónica), e o Irmão Carlo Zacquini, um missionário da Consolata que vive há 50 anos na Amazónia.

A conferência, numa parceria entre os Missionários da Consolata, o Centro Cultural Franciscano e a rede Cuidar da Casa Comum, realiza-se no sábado, dia 23 de Novembro, no Centro Cultural Franciscano, ao Largo da Luz, com início às 10h00.

Programa
  • 10h00  Introdução – Juan Ambrósio
  • 10h30  Novos caminhos para a Igreja e para a ecologia integral
  • Padre Corrado Dalmonego e Irmão Carlo Zacquini
  •             Intervenções seguidas de debate
  • 13h00  Almoço partilhado
  • 14h30  Pequenos grupos
  • 15h45  Plenário
  • 17h30  Eucaristia
O almoço partilhado faz-se com o que cada um(a) trouxer para pôr em comum. (Quem o desejar encontra diversos restaurantes nas imediações.)
  • Importante não esquecer o seu kit de pratos, copos e talheres, como para um piquenique. Na linha do cuidado da casa comum, pedimos que não se utilizem plásticos descartáveis (de utilização única) e, no fim, cada pessoa recolha os seus restos e desperdícios, para deixarmos tudo como encontrámos.
Agradecemos a todos os que pretendem participar que façam a sua inscrição aqui, para nos facilitar a organização do espaço e do programa. Obrigado.

Fraternidade S. Francisco à Luz - 19/11/2019



33º Domingo do Tempo Comum

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O III DIA MUNDIAL DOS POBRES

Introdução à liturgia:
Ao longo do ano litúrgico, tivemos a oportunidade de celebrar as diversas dimensões e facetas da nossa experiência cristã. A Eucaristia é o momento, por excelência, para dar vida e forma à nossa fé. Vivendo na história, a fé abre-nos a comunhão plena com Deus que nos ensina e ajuda a descobrir o sentido das coisas, do tempo e da vida. É deste sentido que os textos de hoje nos falam.

Introdução às leituras:
A primeira leitura, um texto do profeta Malaquias, fala-nos do fim, do ‘dia do Senhor’, não para nos meter medo ou causar pavor, pois não é essa a marca da esperança cristã. O objectivo do texto é encorajar os crentes à fidelidade e à confiança.
                       
A segunda leitura, dando continuidade ao texto da 2ª carta aos Tessalonicenses, S. Paulo exorta a comunidade cristã a seguir o seu exemplo, procurando transformar a história e não ficando parada a assistir aos acontecimentos. É um desafio cheio de oportunidade para os nossos dias.

No Evangelho, partindo dos comentários que alguns à sua volta iam fazendo sobre a beleza de Jerusalém, Jesus adverte para os perigos que se aproximam e que os cristãos viriam a sentir poucos anos depois. Consciente da complexidade do futuro, Jesus exorta os seus à confiança e à fidelidade. É assim que Ele quer os seus discípulos: fortes na fé e animados pela esperança.
Padre João Lourenço, OFM 

32º Domingo do Tempo Comum

A Ressurreição - Pablo Picasso - A dança da juventude


Introdução à liturgia:
Ao aproximar-nos do fim do ano litúrgico, as leituras da nossa Eucaristia apontam-nos já para um fim, um objectivo, mostrando que a nossa vida tem um sentido e que este sentido só encontra a sua plenitude em Deus e na comunhão com Ele. A vida cristã não contempla apenas o presente, mesmo que este seja fundamental. O seu horizonte está em Deus e é n’Ele que depositamos a nossa esperança.

Introdução às leituras:
O livro dos Macabeus é um dos primeiros testemunhos bíblicos da esperança na ressurreição. A experiência vivida pelo povo de Israel num período de grande sofrimento fortaleceu a sua identidade e abriu os fiéis a uma nova dimensão da sua fé, pois só Deus o homem tem a plenitude da sua vida.
                       
Na segunda leitura, S. Paulo fala-nos da esperança que deve animar aqueles que acreditam em Cristo, já que a esperança que n’Ele depositamos não nos defraudará. É isso que faz sentir a plena consolação em Cristo e nos Irmãos e que esta deve ser partilhada por todos.

Tomando uma história, algo caricata, da tradição judaica dos Saduceus – eles que não acreditavam na ressurreição – S. Lucas fala-nos da mensagem de Jesus acerca da ressurreição, dizendo-nos: o Deus da nossa fé não é um Deus de mortos, mas de vivos, pois n’Ele, todos encontramos a plenitude da vida.
Padre João Lourenço, OFM

31º Domingo do Tempo Comum

Deixa Deus entrar na tua própria casa

Introdução à liturgia:
Celebrar a Eucaristia, é celebrar a nossa fé em Deus e a fidelidade de Deus para connosco. Toda a história da salvação é um ato de generosidade de Deus para com o homem, testemunhado no dom e no exemplo de Jesus. Ele leva-nos à descoberta do sentido da nossa caminhada, numa interpelação permanente que nos faz ir em frente, sem medo nem temores. É este o desafio que ele deixa a cada um. Basta abrir-lhe a casa do nosso coração.

Introdução às leituras:
Tomada do livro da Sabedoria, a 1ª leitura fala-nos de uma harmoniosa simbiose entre o sentido humano da criação e a vida espiritual. Tal como hoje em dia o Papa Francisco o vem fazendo, já em Alexandria, o redactor do livro da Sabedoria, fazia esta experiência, mostrando que todas as coisas são obra de Deus e testemunhos do Seu amor inefável.
                       
Na 2ª Carta aos Tessalonicenses, Paulo convida-nos a viver com dignidade a vocação a que fomos chamados, fazendo a nossa caminhada na esperança da vinda do Senhor. É Ele que nos fortalece pela confiança que n’Ele depositamos.

No Evangelho, S. Lucas narra-nos o encontro de Jesus com Zaqueu. Desse encontro nasceu um novo horizonte de vida e um novo sentido para os bens e também para os procedimentos de Zaqueu. A mudança de vida operada em Zaqueu ensina-nos a dar a volta às nossas situações que não estão de acordo com as propostas do Evangelho.
Padre João Lourenço, OFM

 
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