SANTO ANTÓNIO, nosso Irmão
Quem não conhece Santo
António? De Lisboa ou de Pádua, a ele acorrem multidões. Por isso não é
necessário “lembrar” que hoje é a sua festa. Que o povo de Lisboa celebra este
dia com entusiasmo. Que haverá música, flores e a sua imagem irá percorrer as
ruas de alfama à tardinha. Que lá se encontrarão os seus irmãos franciscanos.
Os da primeira e da terceira ordem. Os hábitos castanhos mostrarão que
pertencem à sua família.
Lisboa veste-se de cor e de alegria.
E todos sabem porque o fazem. É por ele. O lisboeta que nasceu pertinho do
Tejo, ao lado da Sé. O santo dos milagres. O santo a quem se recorre quando se
perde alguma coisa. O casamenteiro. O amigo.
Santo António! Que lá do seu
trono engalanado de flores, na Igreja construída no lugar onde nasceu, tendo o
Menino Jesus ao colo, abençoa a multidão que, nestes dias, continuamente ali
vai rezar.
Talvez nem sempre se recorde
devidamente o humilde franciscano que aquela imagem representa. O primeiro
franciscano Doutor da Igreja. O grande pregador. Teólogo. Místico.
Ele procurou o martírio como
forma suprema de dar a conhecer Jesus. Mas foi pela palavra, pela pregação do
Evangelho, que converteu multidões, fez nascer a fé em muitos corações,
apaziguou desavindos e devolveu a confiança aos mais
pobres.
pobres.
E hoje o seu trabalho
prossegue. A devoção com que é invocado e a simplicidade com que vê, pessoas de
coração aflito, pronunciando o seu nome, às vezes usando gestos que surpreendem,
mas que são a expressão duma fé popular, não o pode deixar indiferente.
É que ser santo não deve ser
tarefa fácil. Adormecer nos braços de Deus, gozar o descanso eterno, não dá
direito a estes irmãos que viveram com heroicidade o Evangelho, a tornarem-se
surdos aos clamores daqueles que os invocam.
Assim o nosso irmão António continua
a socorrer quem precisa, escuta os desabafos de quem nele confia, ajuda os mais
carenciados, protege as crianças e os jovens. Fala de Deus, transmite
serenidade e esperança a quem a ele recorre, silenciosamente, numa oração
repassada de fé.
Santo António, de Lisboa,
Santo de Pádua e do mundo inteiro, glorioso Franciscano, que o Senhor Deus seja
louvado por todo o bem que continuas a fazer.
É bom chamar-te Irmão. No
meio desta festa que assinala o teu dia, deixa que o perfume das tuas virtudes,
o teu exemplo, elevem os nossos corações para Deus e que nos deixemos envolver
pelo Seu Amor.
É bom chamar-te Irmão. Irmão
António. É um santo orgulho saber que, apesar das nossas fragilidades,
pertencemos à tua família. Devemos isso ao pai S. Francisco. Que santa Alegria.
Paz
e Bem, querido Santo! Que o Senhor seja louvado!
Lisboa, 13 de Junho de 2017
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