25 de janeiro de 2026
Feliz Natal
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DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM - 16 de Novembro - Encontro e Magusto e Festa de Santa Isabel da Hungria
800 anos do Cântico das Criaturas
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DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM - Peregrinação Jubilar à Sé de Lisboa e à Basílica e Museu de Santo António de Lisboa
Peregrinação Jubilar à Sé de Lisboa da Fraternidade de S. Francisco à Luz
18 de outubro de 2025
Introdução
O Ano Jubilar
é verdadeiramente um Ano Santo, um Ano de Graça, aquele Ano que Jesus veio
realizar quando diz: “Cumpriu-se, hoje
mesmo, esta palavra que acabais de ouvir,” depois de ler, na Sinagoga, a
passagem da Escritura do profeta Isaías que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar
a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a
vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da
graça do Senhor.” (Lc 4, 21)
O Ano Jubilar
é um tempo em que, de forma especial, tudo em nós favorece o nosso encontro com
Deus e o crescimento da consciência de que pertencemos ao Senhor: "Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao
Senhor", (Rom 14,8) como diz São Paulo.
Somos d'Ele e
para Ele. Porque Ele é a Verdade da Vida para que nos criou. E é por isso que,
feito homem em Jesus Cristo, Ele é também o Caminho. Não há Vida fora d'Ele.
Tudo o que não seja Ele são miragens e ilusões... E toda a criação e a vida de
cada um de nós só atinge a sua meta quando nos identificarmos plenamente com
Ele, quando "Cristo for tudo em todos". (Col 3, 11)
Ter fé é
acolher no coração o que Jesus disse a Tomé na Última Ceia: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida."
(Jo 14, 6) Ano Jubilar, Ano Santo é, por isso, tempo de conversão de regresso à
nossa Verdade mais íntima que é Deus, tempo de nos voltarmos para Ele e
caminharmos de forma decidida e firme para o coração do Pai.
E, quando o
encontro com Deus acontece, Ele diz-nos sempre que o verdadeiro templo onde Ele
quer habitar somos nós, é o nosso coração: “Não
sabeis que vós sois o Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
(1 Cor 3, 16)
1.
À entrada na Sé
Detenhamo-nos à
porta exterior da Sé. Entrar na Sé, com o desejo de nos unirmos mais a Deus, é
abrir o coração para nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, nos caminhos da
Vida que nos conduzem ao Pai. Para isso, há que passar pela porta: “Ninguém vai ao Pai, senão por Mim,” (Jo
14, 6) disse Jesus.
Antes de atravessarmos a Porta Santa, leia-se
esta passagem do Evangelho:
“Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que
vieram antes de Mim são ladrões e salteadores. Mas as ovelhas não os ouviram.
Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, salvar-se-á: entrará e sairá e
encontrará pastagens. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu
vim para que tenham Vida e a tenham em abundância," (Jo 10, 7-10)
Transponhamos agora a Porta Santa com o
sentimento de seguirmos Jesus e de sermos um com Ele, e avancemos para o Batistério,
que fica do lado esquerdo.
Foi no batistério,
que renascemos e nos tornámos “Homens Novos”.
Biologicamente nada mudou. E talvez nem nos tenhamos apercebido de nenhuma mudança
especial. Mas com o nosso “sim,” demos
início a um caminho em que fomos aprendendo, pouco e pouco, pensando ou não
nisso, que Deus é o Único que sacia a sede de Vida em abundância, a sede quase
insaciável de um Amor inteiro.
Leia-se a seguinte passagem da 1ª Carta de
São João:
“Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de
Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a
Ele. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que
havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos
semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é.” (Jo 1, 1-2)
Louvemos o Senhor pelo dom da fé e
celebremos a nossa condição de filhos de Deus, rezando:
“Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a
nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. O
pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como
nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas
livrai-nos do mal. Ámen.”
2.
Dirijamo-nos agora para a Capela d’O Santíssimo, ao
fundo, e prostremo-nos diante d’Ele em adoração.
Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. (3X)
Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.
Leia-se esta leitura do Livro de Isaías
Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, povo de Gomorra: «Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações, deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então para discutirmos as nossas razões, — diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã. Se fordes dóceis e obedientes, comereis os bens da terra. Mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados pela espada». Assim falou a boca do Senhor.” (Is. 1,10.16-20).
Demos agora louvores ao Deus Altíssimo
Vós sois santo, Senhor Deus único, o que fazeis
maravilhas.
Vós sois forte, Vós sois grande, Vós sois
altíssimo, Vós sois rei omnipotente, tu, Pai santo, rei do céu e da terra!
Vós sois trino e uno, Senhor Deus, todo o bem.
Vós sois bom, todo o bem, o soberano bem, Senhor
Deus, vivo e verdadeiro!
Vós sois caridade, amor!
Vós sois sabedoria!
Vós sois humildade!
Vós sois paciência!
Vós sois formosura!
Vós sois mansidão!
Vós sois segurança!
Vós sois descanso!
Vós sois gozo e alegria!
VÓS SOIS A NOSSA ESPERANÇA!
Vós sois justiça e temperança!
Vós sois toda a nossa riqueza e saciedade!
Vós sois beleza!
Vós sois mansidão!
Vós sois o protetor!
Vós sois o nosso guarda e defensor!
Vós sois fortaleza!
Vós sois consolação!
Vós sois a nossa fé!
Vós sois a nossa caridade!
Vós sois a nossa grande doçura.
Vós sois a nossa vida eterna, o Senhor grande e admirável, o Deus omnipotente, o misericordioso Salvador!
Rezemos, agora, pelas intenções do Santo Padre, que preside à oração permanente de intercessão da Igreja pelo mundo
Irmãs e irmãos em Cristo: Pela
Igreja e por nós próprios, oremos ao Pai celeste que espera sempre e perdoa aos
filhos que regressam, dizendo:
Iluminai, Senhor, o nosso coração.
·
Para que o Papa Leão XIV, os bispos e os
presbíteros, ministros do perdão que vem de Deus, acolham os pecadores que se
convertem, oremos.
·
Para que os fiéis que se afastaram de Deus Pai,
caindo em si, sintam o desejo de voltar e participem de novo nos dons da
Igreja, oremos.
·
Para que os homens que não sabem perdoar aprendam
a fazer festa e a alegrar-se, sempre que os pecadores voltam à vida, oremos.
·
Para que as famílias que têm filhos pródigos ofereçam
a Cristo a sua dor e a sua cruz e d'Ele recebam a alegria do reencontro, oremos.
·
Para que nós próprios e toda a nossa fraternidade,
participando na celebração da penitência, nos preparemos para celebrar a
Pascoa, oremos.
Senhor, nosso
Deus, que abraçais os filhos que regressam e para eles preparais uma grande
festa, fazei que todos os fiéis que Vos suplicam experimentem o vosso perdão
libertador. Por Cristo Senhor nosso.
3.
Após a adoração do Santíssimo, passemos diante do altar
principal, fazendo uma vénia, e coloquemo-nos em frente à imagem de Nossa
Senhora, que está na capela do lado oposto.
Jesus
confiou-nos a Maria, para ela cuidar de nós. Ela é verdadeiramente nossa Mãe. Sempre
atenta e solícita, como todas as mães, ela é aquela que advinha o que
precisamos de verdade, ainda antes, muitas vezes, de nós próprios o
percebermos, e intercede por nós junto do seu Filho: “Não têm vinho!” (Jo 2, 3)... Ao mesmo tempo que nos diz a nós: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (Jo 2,
5) Maria é a nossa grande intercessora junto de Jesus.
Fixemos o nosso
olhar em Maria e deixemos que ela nos veja no mais íntimo do que somos, as nossas
preocupações, as nossas alegrias, as nossas dificuldades de discernimento da
vontade de Deus para nós...
Leia-se esta
passagem do Evangelho, que bem conhecemos:
“Jesus disse a sua Mãe: «Mulher,
eis o nosso filho. » Depois disse ao discípulo: «Eis a nossa Mãe. » E a partir
daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.” (Jo 19, 26-27)
Peçamos-lhe
que nos ajude a recebê-la na nossa casa, na nossa vida. A oração de intercessão
é a melhor maneira de descobrirmos o que Deus quer para nós. Nas grandes
escolhas e opções de vida. E nas coisas pequeninas do dia-a-dia.
Oração a Nossa Senhora
Virgem Imaculada, Mãe, Mãe Imaculada,
Mãe nossa, peregrinámos até aqui, para este Jubileu, que é uma mensagem
de esperança para a humanidade atormentada por crises e guerras.
É por isso que há peregrinos por toda a cidade...
Mas o teu olhar de Mãe vê para além disso.
E parece-me ouvir a tua voz que com sabedoria nos diz:
“Meus filhos, o verdadeiro
Jubileu está dentro: dentro, dentro dos vossos corações, dentro das vossas
relações familiares e sociais.
É no interior que devemos
trabalhar para preparar o caminho do Senhor que vem.”
E é uma ótima ocasião para fazer uma boa confissão e pedir o perdão de
todos os pecados
Deus perdoa tudo, Deus perdoa sempre, sempre.
Mãe Imaculada, nós agradecemos-te!
Esta tua recomendação é boa para nós, precisamos tanto dela, porque,
sem querer, corremos o risco de sermos totalmente absorvidos pela organização,
pelas coisas a fazer, e então a graça do Ano Santo, que é um tempo de
renascimento espiritual que é um tempo de perdão e de libertação social, esta
graça do Jubileu pode não funcionar bem, ser um pouco abafada.
E também hoje, Mãe, nos repetes:
“Ouvi Jesus, ouvi-o!
Ouvi-o e fazei o que Ele vos
disser.” (cf. Jo 2, 5).
Obrigado, Santa Mãe!
Obrigado porque ainda, neste tempo pobre de Esperança nos dás Jesus, a nossa Esperança. Obrigado, Mãe.
4.
Voltemo-nos agora para a Cruz de Jesus.
Muitas vezes,
quase inconscientemente, no nosso imaginário a Cruz é sinónimo de sofrimento.
Dizemos muitas vezes: “É a minha cruz.”
E quando o dizemos estamos a pensar num peso, no que nos custa… Essa não é a
Cruz de Jesus, a Cruz que Jesus quer que cada um tome para O seguir!
É verdade que
a Cruz dói. E o sofrimento de Jesus (até mais moral do que físico...) foi atroz
(suou sangue, diz-nos São Lucas...). Mas a Cruz de Jesus é o Amor!: “A minha vida ninguém ma tira, sou Eu que a
dou!”. (Jo 10, 18) Quando está a ser crucificado Jesus não está a pensar no
sofrimento, está a pensar no Amor que o faz estar ali. Só assim percebemos de
verdade as palavras de Jesus: “Pai, perdoa-lhes,
porque não sabem o que fazem.” (Lc 23, 34)
O segredo da
vida é o Amor. Porque Deus é Amor. Até os que não têm fé acabam sempre por
perceber que o que realmente importa na vida não é o que se tem mas o que se é,
e nós somos relação, somos gente que não sobrevive sem amor. O Amor de Jesus
tem uma radicalidade que nos eleva a um patamar de amor diferente daquele que a
natureza, só por si, é capaz de alcançar. Porque o Amor, mais do que apenas um
sentimento, é sobretudo entrega, esquecimento de si próprio, dom, serviço, renúncia
inteira a si mesmo. E é por isso que o Amor autêntico, na nossa condição
humana, é sempre um Amor crucificado.
Contemplemos a Cruz de Jesus, sabendo que,
contemplar a Cruz, não é contemplar o sofrimento.
E contemplar o Amor, com a
consciência de que o verdadeiro Amor tem o preço do sofrimento. Mas vivendo-o
sempre na alegria. Por mais duro que seja o sofrimento, é sempre fonte de
alegria quando é vivido com Jesus, porque o seu jugo é suave e a sua carga é
leve: é sempre Ele, em nós, que leva a Cruz!
Antes de
terminarmos a nossa peregrinação, lei-se,
diante da Cruz, esta passagem do Evangelho: “Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim. E quem
amar o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. Quem não tomar a
sua cruz para Me seguir mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida
perdê-la-á. E quem perder a sua vida, por amor de Mim, achá-la-á.” (Mt 10,
37-39)
E terminemos a nossa peregrinação
professando a nossa Fé no Amor Crucificado de Jesus que nos revela a verdade do
Amor que Deus é, Pai, Filho e Espírito Santo, ao mesmo tempo nos diz que quer
que sejamos um com Ele.
"Creio em Deus, Pai
todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra
E em Jesus Cristo, seu único
Filho, nosso Senhor
Que foi concebido pelo poder do
Espírito Santo;
Nasceu da Virgem Maria;
Padeceu sob Pôncio Pilatos,
Foi crucificado, morto e
sepultado;
Desceu à mansão dos mortos;
Ressuscitou ao terceiro dia;
Subiu aos Céus;
Está sentado à direita de Deus
Pai todo-poderoso,
De onde há de vir a julgar os
vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
Na santa Igreja Católica;
Na comunhão dos Santos;
Na remissão dos pecados;
Na ressurreição da carne;
E na vida eterna.
Ámen".
Após a peregrinação à Sé de Lisboa, participámos na Eucaristia e na Apresentação do livro QUESTÕES DE ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA, da Doutora M. L. Sirgado Ganho na Igreja de Santo António e no porto de honra que se seguiu no Museu de Santo António de Lisboa.
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13 de outubro de 2025
28º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(12.10.2025)
A liturgia
deste domingo abre-nos a uma dimensão que vai para além das nossas fronteiras
pessoais, de raça ou de nacionalidade. Para o judaísmo do Antigo Testamento,
esta dimensão universalista foi, durante muito tempo, impensável e só tornada
possível pela ação da palavra dos profetas, designadamente. Jesus fez dela uma
prioridade, tal como hoje nos é proposto pela Igreja.
Na primeira leitura, tomada do 2º livro dos Reis, o profeta Eliseu, pela força da Palavra de Deus, cura o sírio Naaman, mostrando que esta palavra não conhece fronteiras nem é propriedade de ninguém. É ela que nos restabelece na verdadeira harmonia e numa saudável relação com Deus e com os irmãos.
A segunda leitura, dando
continuidade às exortações que S. Paulo dirige a Timóteo, convida-o à
fidelidade e a identificar-se com o seu próprio testemunho. É por aqui que passa a sua adesão ao
Evangelho de Jesus.
O Evangelho narra-nos o encontro de Jesus com um grupo de leprosos a quem
curou. S. Lucas, recorre, com muita frequência, às narrativas dos encontros de
Jesus com aqueles que o procuram na esperança de serem curados. Jesus, usa de
misericórdia com eles. É esta a marca da missão de Jesus: curar e reconciliar; deve
ser também este o testemunho da nossa identidade cristã.
Padre João Lourenço, OFM
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27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(05.10.2025)
Introdução à
Liturgia:
Da
liturgia deste domingo sobressai o pedido feito pelos discípulos a Jesus:
‘Senhor, aumenta a nossa fé’. A fé é a condição fundamental para que possamos
assumir uma relação correta e verdadeira com Deus. A disponibilidade para
construir o Reino de Deus em nós e no mundo a partir de nós, pressupõe sempre uma
fé autêntica, verdadeira e confiante. É este o desafio que o Senhor hoje nos
deixa e com ele nos faz também participantes no Seu reino.
Na
nossa forma de ser e estar, nem sempre os nossos tempos se conjugam com os de Deus.
Na primeira leitura, o profeta Habacuc como que desafia Deus a fazer-se
presente no tempo e na história de cada um de nós. Deus sempre se faz presente,
mas a sua presença passa também por nós e é pela nossa fé que essa presença se
torna atuante.
O
Evangelho deste domingo deixa-nos o convite a crescer na fé, pois é pela fé que
nos tornamos construtores do “Reino” de Deus no mundo. Ser discípulo e seguidor
de Jesus implica esta adesão sem reserva, capaz de superar montanhas e
obstáculos, olhando em frente e caminhando com esperança.
Padre João Lourenço, OFM
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26º DOMINGO DO TEMPO COMUM
26º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(28.09.2025)
Introdução à
Liturgia:
A
liturgia de hoje deixa-nos um forte apelo na luta contra a indiferença e o
comodismo. Uma das grandes preocupações dos Profetas foi exatamente esta de
abrir a vivência da fé às inquietações sociais que, ontem tal como hoje, devem
traduzir a nossa identidade crente, ajudando-nos a transformar o mundo num
espaço de comunhão e de fraternidade
Introdução às Leituras:
A
primeira leitura, do livro de Amós, mostra como o profeta é um homem atento que
não usa uma linguagem de meias-tintas; bem pelo contrário; deixa fortes
interpelações que mantêm e reforça a sua atualidade no nosso tempo. A luta pela
justiça social foi o seu lema, que viria a ser assumido também por Jesus com
grande empenho e vigor.
Dando continuidade à leitura da Carta a
Timóteo, Paulo exorta o seu discípulo e colaborador a manter-se fiel à doutrina
que lhe ensinou e a fundamentar toda a sua vida em Cristo Jesus e no seu
corajoso testemunho, dado perante Pilatos, na afirmação da verdade.
No Evangelho, S. Lucas, o grande mestre das Parábolas, apresenta-nos mais uma daquelas que marcam e definem a identidade da mensagem de Jesus. Na Parábola do rico avarento e do pobre Lázaro temos dois personagens que tipificam os dois caminhos da relação do homem com Deus: abrir-se ao outro ou fechar-se em si mesmo; o empenho fraterno ou a indiferença, o acolhimento ou o desprezo do outro. Uma bela parábola para traduzir a misericórdia partilhada.
Padre João Lourenço, OFM
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25º Domingo do Tempo Comum
25º Domingo do Tempo Comum Ciclo C
(21/09/2025)
Introdução à Liturgia:
O uso dos bens temporais e a luta pela justiça são
dois temas centrais da nossa fé, sempre presentes na vida social. Talvez, nunca
como hoje, sintamos a urgência em olhar de frente para esta temática. A palavra
de Deus que hoje nos é proposta enfrenta este dilema da radicalidade das nossas
opções: ‘fazer do dinheiro uma divindade’, como sucede na sociedade atual, traz
consigo todas as consequências nefastas que vamos experimentando no nosso
dia-a-dia.
A 1ª leitura, do livro de Amós, fala-nos das
injustiças do tempo do profeta e do empenho de Amós em construir um sistema
social justo e autêntico, que seja a expressão de uma verdadeira vivência de
fé. O vigor das suas palavras e da sua denúncia fazem com que Amós seja um
exemplo para todos os tempos na luta pela justiça e pela fraternidade.
Na carta ao seu discípulo Timóteo, Paulo recorda-lhe quais são as suas obrigações enquanto testemunha do Evangelho que anuncia. Em primeiro lugar, temos a oração por todos, pois esse é o desígnio de Deus: que todos se salvem.
Na sequência das parábolas da misericórdia do capítulo 15º, São Lucas apresenta-nos no evangelho de hoje uma outra parábola sobre o uso dos bens temporais e a gestão dos mesmos. Trata-se de um texto de difícil compreensão, pois pressupõe o conhecimento das tradições próprias do período do Novo Testamento. No entanto, a conclusão da parábola é uma mensagem para todos os tempos: não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Com esta mensagem, Jesus quer-nos advertir que a 1ª opção da nossa vida tem de ser por Ele.
Padre João Lourenço, OFM
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XXIV DOMINGO – TEMPO COMUM 2025
XXIV DOMINGO – TEMPO COMUM 2025
Festa da exaltação da santa cruz
Introdução
Neste vigésimo quarto
domingo do ano litúrgico, a Igreja celebra hoje a festa da Exaltação da Santa
Cruz, interpelando os crentes à reflexão sobre o sentido da cruz de Cristo como
elemento central da nossa fé. É uma festa que trás até nós o momento em que
Santa Helena, Mãe do Imperador Constantino, vai a Jerusalém e deseja construir
uma grande basílica para guardar os lugares da redenção do Senhor que a memória
da Comunidade cristã já venerava. Podemos dizer que esta festa marca o esplendor
daquela que viria a ser a grande Jerusalém que pela cruz do Senhor motiva os
crentes à vivência do mistério pascal de Jesus.
Introdução às Leituras:
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