Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

27 de novembro de 2015

1.º Domingo do Advento



Olhar para Deus

1.º DOMINGO DO ADVENTO
(29.11.2015)

Introdução à Eucaristia

Hoje, com a celebração da Eucaristia, iniciamos um novo ano litúrgico, preparando assim o Natal do Senhor. Quando tudo nos convida a olhar para fora, para as luzes e para as montras, a Palavra de Deus convida-nos a olhar para Deus, reforçando a nossa esperança na vinda do Salvador.

Introdução às Leituras
O profeta Jeremias, no texto que vamos escutar na 1ª leitura, anuncia um tempo novo que há-de trazer ao povo de Israel a realização das promessas a que Deus se havia comprometido pela Aliança. Esse tempo novo há-se concretizar-se pela acção do ‘rebento’ da família de David, que fará surgir um mundo de justiça e de paz.

A quadra do Advento é também um tempo litúrgico que nos convida ao compromisso e ao fortalecimento da nossa fé. É esta a exortação que S. Paulo dirige aos cristãos da comunidade Tessalónica, exortando-os a estarem preparados para a vinda do Senhor.

Preparando-nos para acolher o Salvador, a liturgia do Advento fala-nos da vinda definitiva do Salvador, ou seja, do nosso encontro com Ele, na plenitude da sua glória. Sendo uma caminhada no tempo é também uma caminhada para a eternidade, pois é aí que acontece o nosso encontro pleno com o Senhor. Para isso, há que estar atentos e saber caminhar na esperança.
Padre João Lourenço, OFM





Capítulo Nacional da OFS



CONCLUSÕES FINAIS DO CAPÍTULO NACIONAL
DA ORDEM FRANCISCANA SECULAR DE PORTUGAL

O Capítulo Nacional da Ordem Franciscana Secular de Portugal reuniu-se entre os dias 20 e 22 de novembro de 2015, em Fátima, presidido pela Ir.ª Maria Consuelo Nuñez, Vice-ministra Geral da OFS e pelo Fr. José António Cruz Duarte, OFM, Assistente Geral.
Os irmãos capitulares desejam enviar uma mensagem de proximidade a todos os irmãos franciscanos seculares de Portugal. Durante estes três dias, os irmãos capitulares refletiram sobre a situação atual da Ordem e fizeram a revisão do Estatuto Nacional, no desejo de o aproximar mais da realidade que vivemos e das exigências que nos são colocadas.
Simultaneamente, foram lançadas as linhas orientadoras para a vida Fraternidade Nacional no próximo triénio, para além da eleição do novo Conselho Executivo Nacional 2015/2018.

Como principais pontos de estudo, são indicados:

- O sentido de família, nas suas vertentes social, eclesial e franciscana, à luz dos documentos resultantes do Sínodo da Família;
- A descoberta do rosto da Misericórdia, no exemplo de pessoas que, através da sua vida, geraram vida para os outros.
- A documentação legislativa e orientadora da vida como Fraternidade Franciscana Secular.

Como orientações gerais para a Ordem, os irmãos referiram como importante:

- Melhorar o acolhimento das nossas Fraternidades, seja em relação aos irmãos que estão afastados da vida fraterna, seja em relação à Sociedade;
- Aperfeiçoar a organização e comunicação dentro da Ordem, nomeadamente no relacionamento dos Conselhos Executivos Nacional e Regionais com as fraternidades locais para, a partir daí, aprofundarmos mais e melhor a nossa vocação e missão;
- Fomentar o empenho dos irmãos e das Fraternidades em irem ao encontro daqueles que se vivem nas periferias, em relação à vida fraterna ou social.

Foi também abordado o valor em dívida pela OFS de Portugal ao CIOFS, no âmbito do art.º 25º da Regra. Os irmãos manifestaram a sua preocupação, tendo sugerido algumas formas de conseguir resolver esta situação durante este triénio, em diálogo com a Presidência do CIOFS. Por fim, o Capítulo convida todos os irmãos franciscanos seculares a renovar o seu compromisso de vida evangélica e a serem no mundo verdadeiros rostos de misericórdia.

Que o Senhor vos dê a Sua Paz!

Em Fátima, a 22 de novembro de 2015

25 de novembro de 2015

A Hora da Paz de Jesus Cristo


15 de novembro de 2015

34.º Domingo do Tempo Comum

33.º Domingo do Tempo Comum
(22 de novembro)

Introdução à liturgia:
Celebrar a Eucaristia, é celebrar a nossa fé em Deus e a fidelidade de Deus para connosco. Toda a história da salvação é um ato de generosidade de Deus para o homem, testemunhado no dom e no exemplo de Jesus. Ele ensina-nos e nos mostra como o dom é a melhor forma de O seguir e de colocar a nossa vida nas suas mãos.

Introdução às leituras:
A primeira leitura fala-nos do código da Aliança que está no centro da vida do povo de Israel e faz parte integrante daquilo que é o projecto de Deus para o Seu povo. Aí se fala de situações concretas que exigem o envolvimento pessoal de cada crente e não apenas um sentimento vazio que manda para os outros, mormente para os anónimos, as exigências que decorrem da nossa identidade cristã.
                       
A segunda leitura, por sua vez, apresenta-nos o exemplo da comunidade cristã de Tessalónica que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida. Foi assim que, dessa experiência comum, nasceu uma verdadeira família de irmãos, tendo o evangelho como fundamento de vida.

O Evangelho diz-nos, de forma clara e sem rodeios, que a essência da fé está no meu agir e não no meu discurso, na minha acção e não na minha retórica discursiva em mandamos para outras entidades o que nos compete fazer nós mesmos. Esta é a forma de viver a nossa fé. Tudo o mais são formas de alienarmos a nossa identidade cristã.
Padre João Lourenço, OFM


33.º Domingo do Tempo Comum

33.º Domingo do Tempo Comum
(15 de novembro)

Introdução à liturgia:
Ao aproximar-nos do fim do ano litúrgico, que celebraremos no próximo domingo, solenidade de Cristo-Rei, as leituras deste domingo aponta-nos já para um fim, um objectivo, uma espécie de avaliação do percurso que fizemos. Atentos aos seus sinais, reforçamos a nossa esperança na sua vinda e caminhamos na certeza que Ele está connosco nesta caminhada da história. 

Introdução às leituras:
A primeira leitura, do livro de Daniel, usa uma linguagem que é própria de um tempo de crise e de tensão, para nos falar da esperança que deve animar os crentes. Embora o texto nos possa criar alguns sentimentos de medo e de temor, o seu objectivo é gerar confiança na presença de Deus que caminha na história ao lado dos seus fiéis.
                       
A segunda leitura, continuando o tema dos domingos precedentes, diz-nos que Cristo é o verdadeiro sacerdote da reconciliação. É por Ele que chegamos à verdadeira comunhão com o Pai, mediante o perdão dos nossos pecados. Ele é o profeta da reconciliação.


O Evangelho diz-nos, de forma clara e sem rodeios, que a essência da fé está no meu agir e não no meu discurso, na minha acção e não na minha retórica discursiva em mandamos para outras entidades o que nos compete fazer nós mesmos. Esta é a forma de viver a nossa fé. Tudo o mais são formas de alienarmos a nossa identidade cristã. 
Padre João Lourenço, OFM

6 de novembro de 2015

32.º Domingo do Tempo Comum

32.º Domingo do Tempo Comum
(8 de novembro)

Introdução à liturgia:
Celebrar a Eucaristia, é celebrar a nossa fé em Deus e a fidelidade de Deus para connosco. Toda a história da salvação é um ato de generosidade de Deus para o homem, testemunhado no dom e no exemplo de Jesus. Ele ensina-nos e nos mostra como o dom é a melhor forma de O seguir e de colocar a nossa vida nas suas mãos.

Introdução às leituras:
Tomada do livro do Reis, a primeira leitura fala-nos de Elias e da sua confiança em Deus, o Deus que ele anuncia e que o leva ao encontro de uma viúva em terra estrangeira. Ali, através da confiança em Deus, ele faz-se testemunha dessa generosidade sem limites, mostrando como em Deus as próprias carências se fazem plenitude de vida e de partilha.
                       
Continuando a leitura da Carta aos Hebreus, o seu autor mostra-nos como em jesus estabelecemos um novo culto, uma nova forma de adoração ao pai. Cristo é a verdadeira vítima que nos reconcilia na plenitude da comunhão com Deus.

No Evangelho, temos de novo um eco da plena confiança em Deus. Tomando o exemplo apresentado na 1ª leitura, agora é Jesus que nos mostra como assumir a nossa fé, recusando a falsa religiosidade que se faz de palavras para assumir a nossa doação ao Senhor sem reservas nem temores.
Padre João Lourenço, OFM

23 de outubro de 2015

30.º Domingo do Tempo Comum

30º Domingo do Tempo Comum
(25 outubro 2015)

Introdução à liturgia:
A liturgia deste domingo fala-nos do cuidado de Deus para com o Seu povo, presente de forma mais intensa e directa naqueles de quem ninguém cuida. Isto constitui o tempo novo que nos é anunciado pelos profetas e realizado em Jesus Cristo, o verdadeiro sacerdote da nossa salvação. É acolhendo as suas propostas que chegamos à plenitude da vida que é a nossa comunhão com Ele e com os irmãos. 

Introdução às leituras:
A primeira leitura é tomada de um dos mais significativos textos do Antigo Testamento, do capítulo 31º de Jeremias que nos fala da ‘nova aliança’. O profeta apresenta-nos o tempo novo, uma nova relação de comunhão, construída a partir do amor e não do peso da Lei.
                       
A segunda leitura, por sua vez, e dando continuidade ao texto do domingo passado, fala-nos de Jesus o verdadeiro sumo-sacerdote que testemunha o amor do Pai e nos reintroduz numa verdadeira comunhão com Ele mediante a fé.


O Evangelho mostra-nos como a alegria do encontro com Jesus constitui um passo para uma nova vida e segui-lo é reencontrar esse projecto de Deus para cada um de nós. Jesus é, na verdade, o verdadeiro caminho que devemos seguir na nossa caminhada para Deus.

Padre João Lourenço, OFM

14 de outubro de 2015

29.º Domingo do Tempo Comum

29.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(18 de outubro)

Introdução à Liturgia:
Na nossa cultura, tal como no passado, o desejo de ser grande, de se fazer servir faz parte do quotidiano de muita gente que não sabe viver sem dar largas a este instinto de querer usar e servir-se dos outros. Na Igreja, tal como na sociedade, esta tentação está sempre presente. Por isso, é bom escutar as palavras de Jesus que nos convidam a segui-lo, servindo os Irmãos.

Introdução às Leituras:
Na primeira leitura, do livro de Isaías, o Senhor promete ao seu servo uma recompensa, porque ele se disponibilizou para carregar os fardos dos outros, suportar as suas culpas, tornando-se assim um protótipo do messias, de Jesus Cristo.

       Continuando a escutar a Carta aos Hebreus, Jesus é apresentado, no texto de hoje, como Sumo-sacerdote, como aquele que intercede por nós e se oferece ao Pai. Não oferece coisas nem animais; oferece-se a si próprio, ganhando a misericórdia de Deus para todos aqueles que n’Ele acreditam. 



No Evangelho, Jesus responde ao pedido dos dois Irmãos, Tiago e João, fazendo-lhes o desafio do serviço fraterno e não o do poder e do mando. Ser grande, não é ser poderoso, mas sim fazer-se servidor, tornar-se disponível na vida para acolher os outros, dando a vida por eles. 
Padre João Lourenço, OFM

28.º Domingo do Tempo comum

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(11 de outubro)

Introdução à Liturgia:
O maior de todos os empenhos que nos move e interpela na vida é o desejo de felicidade, a procura da nossa realização como pessoas, como seres em relação e como crentes, quando o somos. Por isso, há que saber escolher, há opções a fazer, há caminhos a percorrer. Pedir a sabedoria de Deus para que saibamos escolher é uma constante da Palavra bíblica. A liturgia de hoje convida-nos a procurar esta sabedoria que nos abre à plenitude do amor.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura, do livro da Sabedoria diz-nos que a sabedoria de Deus é o bem mais precioso, nada lhe é comparável, pois é a partir dela que tudo ganha sentido na vida cristã.

       Que sabedoria é esta? A resposta encontra-se na Carta aos Hebreus, no texto que hoje lemos; essa sabedoria é a Palavra de Deus que envolve plenamente o crente e o abre à plena comunhão com Deus.

No Evangelho, num texto admirável, S. Marcos deixa-nos a resposta que Jesus dá ao jovem que o procura: ainda te falta uma coisa para seres perfeito. O que lhe falta é apostar na verdadeira sabedoria da vida que se entrega nas mãos de Deus, já que ‘aquilo que é impossível aos homens é possível para Deus’.
Padre João Lourenço, OFM

2 de outubro de 2015

43.º Peregrinação Franciscana


Solenidade de S. Francisco - 4 de outubro

SOLENIDADE DE S. FRANCISCO

Introdução à Liturgia:

            Celebramos hoje a solenidade de S. Francisco, nosso fundador e inspirador do nosso carisma de vida. S. Francisco foi uma luz num tempo de dúvidas e de inquietações, razão pela qual a sua mensagem continua hoje a ser acolhida e vivida por tantos seguidores. Muitas das suas intuições espirituais continuam actuais, mormente o amor e o respeito pela natureza e a fraternidade universal.




Introdução às Leituras:

            A liturgia da palavra que hoje acolhemos na nossa celebração é própria e tem como referência a pessoa e a experiência vivida e partilhada por Francisco de Assis. Ele é aquele que cuidou da casa de Deus, a Igreja, a reparou e a fortaleceu. 

Tal como Paulo, ele tornou-se um apaixonado do Cristo crucificado que na cruz testemunha a plenitude do amor do Pai. A simplicidade da sua vida é o melhor eco das palavras de Jesus no Evangelho: ‘vinde a mim, todos vós que andais sobrecarregados’. Cristo é a nossa paz e a nossa esperança.  


Padre João Lourenço, OFM 

25 de setembro de 2015

26.º Domingo do Tempo Comum

26º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(27 de Setembro)

Introdução à Liturgia:
A liturgia de hoje convida-nos a saber estar e a empenhar-nos com todos os demais, crentes ou não crentes, nas grandes questões que nos envolvem e que dizem respeito ao bem comum. Ter fé e vivê-la significa, antes de mais, reconhecer o bem que há nos outros, para podermos em comum trabalhar em prol de uma sociedade mais humana e mais justa. É este o desafio que o Senhor hoje nos faz.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura, do livro dos Números, numa narrativa da caminhada do povo de Deus pelo deserto, diz que todos devemos abrir-nos à força renovadora do Espírito. O verdadeiro crente é aquele que, à semelhança de Moisés, reconhece a presença de Deus nos gestos proféticos que vê acontecer à sua volta e louva a Deus por eles.

       Continuando a escutar São Tiago, e na sequência dos domingos anteriores, a 2ª leitura convida-nos a não colocar as nossas esperanças nos tesouros materiais. Pelo contrário, são os valores evangélicos que dão verdadeiro sentido à nossa vida e a tornam expressão do amor de Deus.

No Evangelho, Jesus instrui os seus discípulos acerca da novidade do Reino; este, não se fecha nem se esgota naqueles que estão à nossa volta ou rezam e fazem como nós. Os sinais do Reino vão muito para além das nossos estreitas fronteiras, pois são sinais de Deus que se manifesta em todas as formas de bondade e amor.


Padre João Lourenço, OFM

20 de setembro de 2015

25.º Domingo do Tempo Comum - Introdução à Liturgia

25.º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Introdução à Liturgia:
Na sequência dos textos da liturgia do domingo passado, Jesus convida os discípulos a assumirem as consequências da sua fé e da sua confissão de que Ele era o Messias de Deus. Por isso, hoje, Jesus vem dizer-nos que a sua missão messiânica não é a dos homens, mas sim a de Deus, aquela que o Pai lhe confiou; não passa pelo poder, mas pelo serviço.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura, do livro da Sabedoria, deixa-nos um pequeno traço daquilo que era o debate da fé na Comunidade judia de Alexandria acerca da esperança na vida futura. No meio de um mundo pagão, os crentes do Antigo Testamento sentiam essa forte esperança de imortalidade que dava sentido à sua fé.

Na segunda leitura, na continuação dos domingos anteriores, São Tiago fala-nos hoje da verdadeira e da falsa sabedoria de vida, exortando os crentes a deixarem-se conduzir pelo Espírito e não pelos impulsos da ambição nem pelos desejos mundanos. 

Nem sempre é fácil dar seguimento às nossas palavras nem às nossas resoluções. Isso mesmo nos diz S. Marcos no texto do Evangelho. Apesar de confessarem a sua fé no Mestre, os discípulos esqueceram depressa as implicações do seguimento. Jesus reafirma, uma vez mais, que o caminho que Ele propõe é o da simplicidade e do serviço fraterno.


Padre João Lourenço, OFM

17 de setembro de 2015

Impressão das Chagas de S. Francisco - 17 de setembro

Orações

Oração a São Francisco
Papa João Paulo II
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne,
o mundo tem saudades de ti como imagem de Jesus Crucificado.
Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem,
dos teus pés descalços e feridos,
das tuas mãos trespassadas e implorantes.
Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem
o mal do pecado e a procurarem a purificação da penitência.
Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado,
que oprimem a sociedade hodierna.
Reaviva na consciência dos governantes a urgência da paz
nas Nações e entre os povos.
Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de fazer frente
às insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade,
comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar.
A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e
pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.
(Em 17.09.1983, na Capela dos Estigmas – Alverne)

Do Prefácio – Missa das Chagas

Vós exaltastes a mais sublime perfeição do Evangelho
o vosso servo Francisco,
pelos caminhos da altíssima pobreza e humildade.
Inflamado de amor seráfico,
vós os fizestes exultar de inefável alegria
com todas as obras de vossas mãos,
e adornado dos sagrados estigmas,
nos apresentastes a imagem do Crucificado,
Jesus Cristo, Senhor Nosso.

Hino – Salve, ó São Francisco
Salve, ó São Francisco, que do pé das fragas,
Vens assinalado de sagradas chagas.
Cheio de amor, cheio de amor,
as chagas trazes do nosso Salvador.
Eis-te na presença, de Deus-Redentor,
Serafim alado, de claro fulgor.
Meigo, a ti olhando, Cristo, o Verbo eterno,
enche tua alma de amor supremo.
E então suas chagas, lúcidos sinais,
em ti, Pai, formaram outras cinco iguais.
De tuas grandezas, tens agora o selo,
igual ao de Cristo; és nosso modelo.

Oração Coleta – Missa das Chagas

Ó Deus, que para inflamar os nossos corações
no fogo do vosso amor, renovastes de modo admirável
os sinais da paixão do vosso Filho,
na carne do bem-aventurado Pai Francisco,
concedei que, por sua intercessão,
configurados à morte do mesmo Filho,
participemos igualmente de sua Ressurreição.


Da Sequëncia de São Francisco

Busca o ermo e, comovido, chora amargo, até o gemido,
todo o tempo já perdido, quanto ao mundo consagrou.
Na montanha, retirado, chora, reza, ao chão prostrado.
Quando enfim, já serenado, vai a um antro repousar.
Por rochedos protegido, do divino é possuído;
todo mundo é preterido pelo céu que ele escolheu.
Freia a carne, quando impura; penitência o desfigura
Toma alento da Escritura, e do mundo se desfaz.
Eis do céu, varão hierarca, surge o Divinal Monarca!
Treme o Santo Patriarca, com pavor, ante a visão.
Com as chagas adornado, as transfere ao Santo amado,
que medita consternado o mistério da Paixão.
Todo o corpo é assinalado, mãos e pés; ferido o lado;
todo a Cristo conformado, chaga viva se tornou.
Num colóquio misterioso, vê o futuro radioso,
desfrutando divo gozo de celeste inspiração.
Maravilha! Surgem cravos, fora negros, dentro flavos.
Com seus membros cruciados sofre dura, ingente dor.
Não foi arte da natura dos seus membros a abertura,
nem de ferros a tortura que, implacável o feriu.
Pelas chagas que portaste e do mundo triunfaste
e da carne te livraste, em vitória sem igual.
São Francisco, te imploramos, nos perigos, te invocamos;
Que no céu, gozar possamos a celeste glória.

14 de setembro de 2015

24.º Domingo do Tempo Comum - Introdução à Liturgia

24.º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Introdução à Liturgia:

Todos na vida criamos desafios e propomo-nos objectivos. A liturgia de hoje deixa-nos uma mensagem que vai no sentido do grande desafio da nossa vivência cristã: ganhar ou perder a vida. Um desafio que se constrói com Cristo e a partir de Cristo, pois é Ele o centro, onde tudo ganha sentido.

Introdução às Leituras:

A primeira leitura, tomada do livro de Isaías, num texto curto, denso e incisivo, fala-nos do servo que coloca a sua esperança no Senhor. Exorta à capacidade de escuta e também à fortaleza de espírito e de carácter, algo que é necessário para poder seguir Jesus e tornar-se seu discípulo

A segunda leitura, da Carta de São Tiago, fala-nos da caridade fraterna, numa linguagem muito directa e concreta, como sucede em todo este texto. Os problemas da 1ª comunidade cristã foram muito semelhantes aos que hoje vivemos. Por isso, as advertências deste texto são de grande actualidade.

No Evangelho, S. Marcos deixa-nos uma das passagens mais expressivas do seu livro: Saber quem é Jesus e como segui-lo. Estamos perante a eterna pergunta: Quem dizeis vós que Eu sou? Mas Jesus não se contenta com a resposta. O desafio está no seguimento, na forma como cada um de nós quer ou não ganhar a vida com Cristo.


Padre João Lourenço, OFM

21 de julho de 2015

PVA 2015-2016 da Fraternidade Regional Sul




FRATERNIDADE REGIONAL SUL
OFS PORTUGAL

PLANO DE VIDA E AÇÃO 2015-2016


Ano Santo da Misericórdia
VIII Centenário do Perdão de Assis
Uma feliz coincidência


Tiberio d'Assisi, Concessione dell'indulgenza, 1512
Basilica di Santa Maria degli Angeli
Lema: Sede Misericordiosos

INTRODUÇÃO

Ao longo dos tempos, sucederam-se pessoas capazes do melhor bem e pessoas capazes do pior mal na Igreja e na sociedade, que parecem tantas vezes fazer vacilar a iniciativa de Deus que Ele decidiu sustentar até ao fim dos tempos. Tem havido manifestações do mistério da iniquidade, desgraças de infidelidades, ofensas à dignidade humana. Mas também superabundam maravilhosos testemunhos da grandeza e da beleza de corações puros, almas místicas, espíritos lúcidos, inteligências bondosas. Uma multidão de fiéis, homens e mulheres, eloquentes na proclamação da Palavra com clareza de doutrina; sensatos no discernimento com audaciosas reformas religiosas e sociais; corajosos na confissão da fé em Cristo; fidelíssimos ao duplo mandamento do amor - a Deus e ao próximo - com o risco da própria vida em defesa dos pobres e fracos. Lembremo-nos, por exemplo, que através das mulheres ouviu-se o primeiro anúncio de um mistério incomparável que perdura até aos dias de hoje com o vigor e a frescura de um encontro que transforma a vida: Vidimus Dominum! Vimos o Senhor!

Depois, confirmados no seu íntimo, avançaram os Apóstolos, enérgicos numa evangelização imparável. E depois, ao longo dos séculos, tantos outros, entre os quais se encontram também os Irmãos da Ordem Franciscana Secular, que vencendo «a resistência muitas vezes humanamente invencível da parte daqueles a quem se dirige o evangelizador» (EN 50) (1),  se entregaram com vontade de reviver o Evangelho inteiro, num esforço permanente de nunca se negarem à comunicação, ao diálogo, à colaboração, à revisão crítica e ao discernimento público, com o realismo histórico e a capacidade de inserção tão viva, tão próxima na evolução histórica, com todo o mundo por campo e todo o Evangelho por inspiração única.

Por isso, os desafios de mais um ano da Vida e Ação da Fraternidade Região Sul da OFS em Portugal hão-de basear-se fundamentalmente na renovação da confiança entre todos nós, Irmãos e Irmãs, com os olhos abertos criticamente, convictos de que a relação fraterna é oferta na liberdade, inclusive com aquela linguagem que pode soar dura mas que pretende anunciar uma proposta libertadora de qualquer ilusão ou desilusão acerca do próprio viver livremente. O Espírito torna-nos capazes de acolher a vida fraterna no horizonte da eternidade, sabendo que entre a liberdade de cada um e a ação divina do Espírito existe uma autêntica colaboração, «sinergia», que contribui para a verdadeira realização das nossas vidas, em Deus, cuja misericórdia é «elemento indispensável para dar forma às relações mútuas entre os homens, em espírito do mais profundo respeito por aquilo que é humano e pela fraternidade recíproca.» (DM 14) (2) .

Irmãos e Irmãs comprometidos em tempos de incertezas nos quais é preciso manter a fé sem dureza e o empenho no essencial sem fanatismos, conscientes de que «um anúncio renovado proporciona aos crentes, mesmo tíbios ou não praticantes, uma nova alegria na fé e uma fecundidade evangelizadora. Na realidade, o seu centro e a sua essência são sempre o mesmo: o Deus que manifestou o seu amor imenso em Cristo morto e ressuscitado.» (EG 11) (3) Sabendo que a palavra e a pessoa encontram-se no centro da relação entre nós, e a confiança, para lá de todos os sentimentos, assenta também na razão com que somos capazes de discernir o que melhor convém à vida segundo a vocação franciscana assumida na Ordem Franciscana Secular. Neste sentido, a obediência recíproca no amor é o grande princípio: não dominar um ao outro, mas submeter-se mutuamente, para que nenhum «escândalo», como pedra que provoca a queda ou o tropeço, impedindo a quem caminha de alcançar a sua meta, os afaste do caminho da felicidade juntos. E escandaloso seria a subserviência, a subalternização, a dominação de um sobre o outro, tolhendo assim a liberdade que deve estar presente na escolha e na decisão pelo amor que dá sentido à vida.

Mas, atenção, pois às vezes, por incauta credulidade, pensa-se que a experiência da comunhão pode acontecer à flor da pele ou simplesmente com o aproximar a superfície da alma. Mas a vida ensina-nos que pensando deste jeito, sofremos inevitavelmente fracasso e desolação, devolvidos ao isolamento, amargados diante do facto de não conseguirmos aquela comunhão desejada que sacia e acalma, que concentra e ao mesmo tempo desafoga o nosso espírito. Importa entender que esta comunhão realiza-se a partir da fé, esculpida na rocha viva do silêncio e da palavra, em oração, uma fé humilde mas segura de si mesma, capaz de alicerçar-se na convicção de inserir na relação, isto é, de criar laços interpessoais com Cristo e com os outros. Certamente, um percurso árduo, pois é bem sabido, como dado da psicologia geral, que existe sempre uma dialética entre solidão e comunhão, entre silêncio e palavra, entre distância e proximidade ao outro.

 Por tudo isto, importa, pois, para todos nós, membros da Ordem Franciscana Secular em Portugal, viver da consciência e da liberdade acolhedoras de uma oferta, feita com a capacidade crítica e a confiança atrevida, sem lugar à lamúria nem ao engulho de uma fraca estima por si próprio. Importa manter uma simultânea docilidade à voz do Espírito e à voz de todos os Irmãos, que equilibre a seriedade com a mansidão, e a perseverança para alcançar a meta com a humildade para recomeçar novos caminhos que conduzam mais diretamente a essa mesma meta. Importa cultivar a sabedoria na simplicidade das nossas relações interpessoais, pois «não devemos ser sábios e prudentes segundo a carne, mas procuremos ser simples, humildes e puros. (…) Nunca devemos estar acima dos outros, mas antes devemos ser servos e sujeitos a toda a humana criatura por amor de Deus.» (2CF 45, 47) (4).

ORAÇÃO

«Deus omnipotente, eterno, justo e misericordioso, concede-nos a nós, miseráveis, que por ti façamos o que sabemos que tu queres, e sempre queiramos o que te apraz, / para que, interiormente purificados, interiormente alumiados e abrasados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir os passos do teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, / e mediante somente tua graça, chegar até ti, ó Altíssimo, que, em Trindade perfeita e em simples Unidade, vives e reinas e tens toda a glória, ó Deus omnipotente, por todos os séculos dos séculos. Amén(CO 50-52) (5).


Frei Luís de Oliveira, OFM
Lisboa, 11 de Julho de 2015
Objetivos:


Viver a Paz e a Misericórdia no Coração da Fraternidade.

– Estudar nas Fraternidades o Documento do Capítulo Geral:
   «Como Gerir uma Ordem como a OFS, nos dias de hoje».


Motivações

O Santo Padre, o Papa Francisco, convocou a Igreja a viver um Ano Santo extraordinário, a que deu o nome de «Ano Santo da Misericórdia». Este Ano Santo, terá o seu início com a solenidade da Imaculada Conceição, a 8 de Dezembro de 2015, e concluir-se-á, na solenidade de Cristo Rei, em 20 de Novembro de 2016.

Segundo os Ministros Gerais da Primeira Ordem Franciscana e da TOR, esta iniciativa proposta pelo Papa Francisco, é uma feliz coincidência com o que a Família Franciscana se propõe viver em 2016, isto é, o Oitavo Centenário do Perdão de Assis.

Por esta razão os referidos Ministros Gerais dirigiram a todos os frades do mundo, uma carta datada de 12 de Março de 2015, onde manifestam o «desejo sincero de caminhar juntos e crescer na comum vocação e missão», conforme as expectativas que o Papa Francisco tem sobre os religiosos de hoje, e que apresentou por ocasião do Ano da Vida Consagrada.

Neste sentido, é nosso desejo que a Fraternidade Nacional da Ordem Franciscana Secular de Portugal, se deixe plasmar pelo Espirito Santo, a fim de que este ano de graça que Deus nos concede, a todos fortaleça na alegria da fidelidade reconciliada.

Conclusão

Cada uma das nossas Fraternidades possa viver com profundidade a graça deste Ano, para oferecer de maneira renovada a riqueza do nosso carisma, antes de mais, a toda a nossa família espiritual, e depois, de maneira especial aos irmãos seculares que se alimentam da espiritualidade franciscana. Por isso, cada Fraternidade estabeleça na sua formação permanente, momentos de tomada de consciência, de pedido de perdão e de acolhimento alegre da misericórdia.

As diferentes celebrações deste ano contribuam para que todos os Irmãos renovem a sua relação com a Igreja, com a Ordem, e com todo o Povo de Deus, sabendo que o carisma partilhado e posto ao serviço, é uma graça para todos.

Conferência dos Assistentes Espirituais












Sassetta
S. Francisco diante do Papa Honório IIII
1437-44
National Gallery, Londres




(1) Papa Paulo VI, Evangelii Nuntiandi
(2) Papa João Paulo II, Dives in Misericordia
(3) Papa Francisco, Evangelii Gaudium
(4) São Francisco de Assis, Carta a todos fiéis (segunda redação)
(5) São Francisco de Assis, Carta a toda a Ordem





4 de julho de 2015

XIV Domingo do Tempo Comum


27 de junho de 2015

Encontro Nacional de Fraternidades


13 de junho de 2015

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

11.º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(14.06.2015)



Introdução à Liturgia:
A liturgia deste domingo convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança, tornando-nos sinais do Reino. É esta a grande sementeira que Deus quer fazer nos nossos corações para que sejamos novos semeadores da Sua palavra e das sementes do bem e do amor. Que esta celebração nos transforme em sementes do Reino de Deus.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura, do profeta Ezequiel, mostra-nos que Deus não se esqueceu do seu povo no exílio da Babilónia e, mesmo lá, Ele assegura ao Seu Povo que cumprirá as Suas promessas e o fará de novo regressar à sua terra e aí poderá gozar de paz e de tranquilidade.

Na segunda leitura, Paulo convida-nos à confiança na vida futura. Ele mesmo dá o seu testemunho e mostra a firmeza da sua fé perante todos os obstáculos. A confiança em Deus é a garantia da sua caminhada.


O Evangelho apresenta algumas das mais belas parábolas sobre o Reino de Deus, comparando-o à pequena semente que se lança à terra e que, germinando, produz frutos abundantes. É este o modo de ser e de agir de Deus; não age a partir da grandeza, nem se impõe. Nasce da simplicidade e impõe-se pelo amor. 

Padre João Lourenço, OFM

13 de Junho - Santo António

 As escolhas de António

 O nosso irmão António que hoje se festeja nasceu em Lisboa, bem pertinho do Tejo. Foi a 15 de Agosto. Seus pais levaram-no à Igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé de Lisboa), para ser batizado. Deram-lhe o nome de Fernando. Aí iniciou a sua formação, tendo por mestres os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho.
E foi crescendo como outro qualquer menino que se sente amado, estudando e dando os primeiros passos no caminho da fé que um dia o levaria aos altares.
Muito jovem ainda, fez a sua primeira escolha. Ingressou na mesma Ordem e, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, começou o noviciado. Na vasta biblioteca da sua nova morada, encontrou o noviço imensa documentação para prosseguir os seus estudos religiosos e de literatura científica e clássica.
Mas estava muito perto da casa paterna. A família e os amigos frequentemente o visitavam. Embora gostasse muito de estar com eles, Fernando sentia que a vida monástica que tinha escolhido era constantemente devassada. Pretendia viver silencioso, fora dos ruídos do mundo, numa entrega total a Deus.
Então, fez a sua segunda escolha: pediu aos superiores que o transferissem para Coimbra. Foi assim que, no Mosteiro de Santa Cruz, com o cargo de “irmão porteiro”, pode continuar a aprofundar os seus conhecimentos e a prosseguir a a busca espiritual, com a tranquilidade que o espírito lhe exigia.
Mas os desígnios de Deus são insondáveis. Dá plena liberdade ao homem e deixa que seja ele a tomar as suas decisões.
Por essa altura chegaram a Coimbra cinco frades franciscanos que se dirigiam a Marrocos. Pobres, com túnicas toscamente remendadas, irradiando felicidade. Fernando conversou com eles e ficou maravilhado com a sua pregação e com a sua simplicidade. Pouco tempo depois tornaram a Coimbra os mesmos frades. Só que, desta vez, vinham apenas os seus restos mortais. Foram martirizados por se recusarem a negar a sua identidade cristã.
Foi então que Fernando, que já tinha sido ordenado sacerdote, fez a sua terceira escolha: decidiu entrar na Ordem dos Frades Menores e viver o Evangelho ao jeito de Francisco de Assis. Trocou o nome que lhe tinham dado no batismo, pelo de ANTÓNIO. Frei António, assim seria conhecido.
Nem sempre é fácil tomar decisões. Quando se está numa encruzilhada, quer o sol brilhe por todo o lado ou as nuvens escureçam o horizonte, é preciso ter o coração livre, para escutar a Palavra que o Espírito segreda. E o nosso Irmão António esteve atento à voz do Senhor e deixou-se guiar pela sua mão.
Envergando o burel feito de tecido áspero, abraçou a “santa pobreza” e, humildemente, como Irmão Menor, foi pelo mundo anunciando a boa nova do Senhor Jesus. E nem a doença, que lhe deformou o corpo e lhe deu muito sofrimento, o impediu de o fazer, até ao fim dos seus dias. São Boaventura disse que ele “possuía a ciência dos anjos” e S. Francisco chamou-lhe, na carta que lhe enviou, “meu bispo”.
Que o nosso irmão António interceda por nós, nos ensine a descobrir a verdadeira alegria, a viver intensamente a nossa vocação franciscana e a estarmos sempre disponíveis para escutar o que o Senhor tem para nos dizer, a fim de que possamos “cumprir a sua santa e verdadeira vontade”.
Paz e Bem irmão António. Parabéns! Hoje o céu e a terra estão em festa. É o teu dia. Que o Senhor seja louvado.
Maria Clara, ofs

13Junho 2015

 
© 2007 Template feito por Templates para Você