Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

25 de janeiro de 2026

DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM - 16 de Novembro - Encontro e Magusto e Festa de Santa Isabel da Hungria

 800 anos do Cântico das Criaturas



FESTA DE SANTA ISABEL DA HUNGRIA
















EVANGELHO Lc 21, 5-19
«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas»

Jesus anuncia a ruína de Jerusalém, e previne os seus discípulos contra os falsos profetas, os falsos rebates com que muitos os pretendiam arrastar. Anuncia-lhes que eles terão certamente muito a sofrer, mas promete-lhes a sua assistência até ao fim e será no fim que se encontrará a plenitude da salvação.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: «Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?». Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».

Palavra da salvação.

DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM - Peregrinação Jubilar à Sé de Lisboa e à Basílica e Museu de Santo António de Lisboa

Peregrinação Jubilar à Sé de Lisboa  da Fraternidade de S. Francisco à Luz

18 de outubro de 2025










Introdução

O Ano Jubilar é verdadeiramente um Ano Santo, um Ano de Graça, aquele Ano que Jesus veio realizar quando diz: “Cumpriu-se, hoje mesmo, esta palavra que acabais de ouvir,” depois de ler, na Sinagoga, a passagem da Escritura do profeta Isaías que diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor.” (Lc 4, 21)

O Ano Jubilar é um tempo em que, de forma especial, tudo em nós favorece o nosso encontro com Deus e o crescimento da consciência de que pertencemos ao Senhor: "Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor", (Rom 14,8) como diz São Paulo.

Somos d'Ele e para Ele. Porque Ele é a Verdade da Vida para que nos criou. E é por isso que, feito homem em Jesus Cristo, Ele é também o Caminho. Não há Vida fora d'Ele. Tudo o que não seja Ele são miragens e ilusões... E toda a criação e a vida de cada um de nós só atinge a sua meta quando nos identificarmos plenamente com Ele, quando "Cristo for tudo em todos". (Col 3, 11)

Ter fé é acolher no coração o que Jesus disse a Tomé na Última Ceia: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida." (Jo 14, 6) Ano Jubilar, Ano Santo é, por isso, tempo de conversão de regresso à nossa Verdade mais íntima que é Deus, tempo de nos voltarmos para Ele e caminharmos de forma decidida e firme para o coração do Pai.

E, quando o encontro com Deus acontece, Ele diz-nos sempre que o verdadeiro templo onde Ele quer habitar somos nós, é o nosso coração: “Não sabeis que vós sois o Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Cor 3, 16)

1.             À entrada na Sé

Detenhamo-nos à porta exterior da Sé. Entrar na Sé, com o desejo de nos unirmos mais a Deus, é abrir o coração para nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, nos caminhos da Vida que nos conduzem ao Pai. Para isso, há que passar pela porta: “Ninguém vai ao Pai, senão por Mim,” (Jo 14, 6) disse Jesus.

Antes de atravessarmos a Porta Santa, leia-se esta passagem do Evangelho:

Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores. Mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, salvar-se-á: entrará e sairá e encontrará pastagens. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham Vida e a tenham em abundância," (Jo 10, 7-10)

Transponhamos agora a Porta Santa com o sentimento de seguirmos Jesus e de sermos um com Ele, e avancemos para o Batistério, que fica do lado esquerdo.

Foi no batistério, que renascemos e nos tornámos “Homens Novos”. Biologicamente nada mudou. E talvez nem nos tenhamos apercebido de nenhuma mudança especial. Mas com o nosso “sim,” demos início a um caminho em que fomos aprendendo, pouco e pouco, pensando ou não nisso, que Deus é o Único que sacia a sede de Vida em abundância, a sede quase insaciável de um Amor inteiro.

Leia-se a seguinte passagem da 1ª Carta de São João:

Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é.” (Jo 1, 1-2)

Louvemos o Senhor pelo dom da fé e celebremos a nossa condição de filhos de Deus, rezando:

Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Ámen.

 

2.             Dirijamo-nos agora para a Capela d’O Santíssimo, ao fundo, e prostremo-nos diante d’Ele em adoração.

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.

Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. (3X) 

Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores. 

Leia-se esta leitura do Livro de Isaías

Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, povo de Gomorra: «Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações, deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então para discutirmos as nossas razões, — diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã. Se fordes dóceis e obedientes, comereis os bens da terra. Mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados pela espada». Assim falou a boca do Senhor.” (Is. 1,10.16-20).

Demos agora louvores ao Deus Altíssimo

Vós sois santo, Senhor Deus único, o que fazeis maravilhas.

Vós sois forte, Vós sois grande, Vós sois altíssimo, Vós sois rei omnipotente, tu, Pai santo, rei do céu e da terra!

Vós sois trino e uno, Senhor Deus, todo o bem.

Vós sois bom, todo o bem, o soberano bem, Senhor Deus, vivo e verdadeiro!

Vós sois caridade, amor!

Vós sois sabedoria!

Vós sois humildade!

Vós sois paciência!

Vós sois formosura!

Vós sois mansidão!

Vós sois segurança!

Vós sois descanso!

Vós sois gozo e alegria!

VÓS SOIS A NOSSA ESPERANÇA!

Vós sois justiça e temperança!

Vós sois toda a nossa riqueza e saciedade!

Vós sois beleza!

Vós sois mansidão!

Vós sois o protetor!

Vós sois o nosso guarda e defensor!

Vós sois fortaleza!

Vós sois consolação!

Vós sois a nossa fé!

Vós sois a nossa caridade!

Vós sois a nossa grande doçura.

Vós sois a nossa vida eterna, o Senhor grande e admirável, o Deus omnipotente, o misericordioso Salvador! 

Rezemos, agora, pelas intenções do Santo Padre, que preside à oração permanente de intercessão da Igreja pelo mundo 

Irmãs e irmãos em Cristo: Pela Igreja e por nós próprios, oremos ao Pai celeste que espera sempre e perdoa aos filhos que regressam, dizendo:

Iluminai, Senhor, o nosso coração.

·        Para que o Papa Leão XIV, os bispos e os presbíteros, ministros do perdão que vem de Deus, acolham os pecadores que se convertem, oremos.

·        Para que os fiéis que se afastaram de Deus Pai, caindo em si, sintam o desejo de voltar e participem de novo nos dons da Igreja, oremos.

·        Para que os homens que não sabem perdoar aprendam a fazer festa e a alegrar-se, sempre que os pecadores voltam à vida, oremos.

·        Para que as famílias que têm filhos pródigos ofereçam a Cristo a sua dor e a sua cruz e d'Ele recebam a alegria do reencontro, oremos.

·        Para que nós próprios e toda a nossa fraternidade, participando na celebração da penitência, nos preparemos para celebrar a Pascoa, oremos.

Senhor, nosso Deus, que abraçais os filhos que regressam e para eles preparais uma grande festa, fazei que todos os fiéis que Vos suplicam experimentem o vosso perdão libertador. Por Cristo Senhor nosso.

 

3.             Após a adoração do Santíssimo, passemos diante do altar principal, fazendo uma vénia, e coloquemo-nos em frente à imagem de Nossa Senhora, que está na capela do lado oposto.

Jesus confiou-nos a Maria, para ela cuidar de nós. Ela é verdadeiramente nossa Mãe. Sempre atenta e solícita, como todas as mães, ela é aquela que advinha o que precisamos de verdade, ainda antes, muitas vezes, de nós próprios o percebermos, e intercede por nós junto do seu Filho: “Não têm vinho!” (Jo 2, 3)... Ao mesmo tempo que nos diz a nós: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (Jo 2, 5) Maria é a nossa grande intercessora junto de Jesus.

Fixemos o nosso olhar em Maria e deixemos que ela nos veja no mais íntimo do que somos, as nossas preocupações, as nossas alegrias, as nossas dificuldades de discernimento da vontade de Deus para nós...

Leia-se esta passagem do Evangelho, que bem conhecemos:

Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o nosso filho. » Depois disse ao discípulo: «Eis a nossa Mãe. » E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.” (Jo 19, 26-27)

Peçamos-lhe que nos ajude a recebê-la na nossa casa, na nossa vida. A oração de intercessão é a melhor maneira de descobrirmos o que Deus quer para nós. Nas grandes escolhas e opções de vida. E nas coisas pequeninas do dia-a-dia.

Oração a Nossa Senhora

Virgem Imaculada, Mãe, Mãe Imaculada,

Mãe nossa, peregrinámos até aqui, para este Jubileu, que é uma mensagem de esperança para a humanidade atormentada por crises e guerras.

É por isso que há peregrinos por toda a cidade...

Mas o teu olhar de Mãe vê para além disso.

E parece-me ouvir a tua voz que com sabedoria nos diz:

Meus filhos, o verdadeiro Jubileu está dentro: dentro, dentro dos vossos corações, dentro das vossas relações familiares e sociais.

É no interior que devemos trabalhar para preparar o caminho do Senhor que vem.”

E é uma ótima ocasião para fazer uma boa confissão e pedir o perdão de todos os pecados

Deus perdoa tudo, Deus perdoa sempre, sempre.

Mãe Imaculada, nós agradecemos-te!

Esta tua recomendação é boa para nós, precisamos tanto dela, porque, sem querer, corremos o risco de sermos totalmente absorvidos pela organização, pelas coisas a fazer, e então a graça do Ano Santo, que é um tempo de renascimento espiritual que é um tempo de perdão e de libertação social, esta graça do Jubileu pode não funcionar bem, ser um pouco abafada.

E também hoje, Mãe, nos repetes:

Ouvi Jesus, ouvi-o!

Ouvi-o e fazei o que Ele vos disser.” (cf. Jo 2, 5).

Obrigado, Santa Mãe!

Obrigado porque ainda, neste tempo pobre de Esperança nos dás Jesus, a nossa Esperança. Obrigado, Mãe.

4.           Voltemo-nos agora para a Cruz de Jesus.

Muitas vezes, quase inconscientemente, no nosso imaginário a Cruz é sinónimo de sofrimento. Dizemos muitas vezes: “É a minha cruz.” E quando o dizemos estamos a pensar num peso, no que nos custa… Essa não é a Cruz de Jesus, a Cruz que Jesus quer que cada um tome para O seguir!

É verdade que a Cruz dói. E o sofrimento de Jesus (até mais moral do que físico...) foi atroz (suou sangue, diz-nos São Lucas...). Mas a Cruz de Jesus é o Amor!: “A minha vida ninguém ma tira, sou Eu que a dou!”. (Jo 10, 18) Quando está a ser crucificado Jesus não está a pensar no sofrimento, está a pensar no Amor que o faz estar ali. Só assim percebemos de verdade as palavras de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23, 34)

O segredo da vida é o Amor. Porque Deus é Amor. Até os que não têm fé acabam sempre por perceber que o que realmente importa na vida não é o que se tem mas o que se é, e nós somos relação, somos gente que não sobrevive sem amor. O Amor de Jesus tem uma radicalidade que nos eleva a um patamar de amor diferente daquele que a natureza, só por si, é capaz de alcançar. Porque o Amor, mais do que apenas um sentimento, é sobretudo entrega, esquecimento de si próprio, dom, serviço, renúncia inteira a si mesmo. E é por isso que o Amor autêntico, na nossa condição humana, é sempre um Amor crucificado.

Contemplemos a Cruz de Jesus, sabendo que, contemplar a Cruz, não é contemplar o sofrimento.

E contemplar o Amor, com a consciência de que o verdadeiro Amor tem o preço do sofrimento. Mas vivendo-o sempre na alegria. Por mais duro que seja o sofrimento, é sempre fonte de alegria quando é vivido com Jesus, porque o seu jugo é suave e a sua carga é leve: é sempre Ele, em nós, que leva a Cruz!

Antes de terminarmos a nossa peregrinação, lei-se, diante da Cruz, esta passagem do Evangelho: “Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim. E quem amar o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. Quem não tomar a sua cruz para Me seguir mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á. E quem perder a sua vida, por amor de Mim, achá-la-á.” (Mt 10, 37-39)

E terminemos a nossa peregrinação professando a nossa Fé no Amor Crucificado de Jesus que nos revela a verdade do Amor que Deus é, Pai, Filho e Espírito Santo, ao mesmo tempo nos diz que quer que sejamos um com Ele.

"Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra

E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor

Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;

Nasceu da Virgem Maria;

Padeceu sob Pôncio Pilatos,

Foi crucificado, morto e sepultado;

Desceu à mansão dos mortos;

Ressuscitou ao terceiro dia;

Subiu aos Céus;

Está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,

De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo;

Na santa Igreja Católica;

Na comunhão dos Santos;

Na remissão dos pecados;

Na ressurreição da carne;

E na vida eterna.

Ámen".

Após a peregrinação à Sé de Lisboa, participámos na Eucaristia e na Apresentação do livro  QUESTÕES DE ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA, da Doutora M. L. Sirgado Ganho na Igreja de Santo António e no porto de honra que se seguiu no Museu de Santo António de Lisboa.



EVANGELHO Lc 18, 1-8
«Deus fará justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam»

No princípio da leitura desta passagem do Evangelho explica-se a intenção de Jesus ao pronunciar esta parábola: “Sobre a necessidade de orar sempre, sem desanimar”. A maior penúria do homem não será não possuir, mas não ter coragem de sentir a necessidade de pedir! Não queremos ser certamente dos que vão desanimar na sua fé antes da vinda do Senhor! Para isso, oramos sem cessar.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?».

Palavra da salvação.

13 de outubro de 2025

 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(12.10.2025)

 Introdução à Liturgia:

  A liturgia deste domingo abre-nos a uma dimensão que vai para além das nossas fronteiras pessoais, de raça ou de nacionalidade. Para o judaísmo do Antigo Testamento, esta dimensão universalista foi, durante muito tempo, impensável e só tornada possível pela ação da palavra dos profetas, designadamente. Jesus fez dela uma prioridade, tal como hoje nos é proposto pela Igreja.

 Introdução às Leituras:

    Na primeira leitura, tomada do 2º livro dos Reis, o profeta Eliseu, pela força da Palavra de Deus, cura o sírio Naaman, mostrando que esta palavra não conhece fronteiras nem é propriedade de ninguém. É ela que nos restabelece na verdadeira harmonia e numa saudável relação com Deus e com os irmãos.

 

     A segunda leitura, dando continuidade às exortações que S. Paulo dirige a Timóteo, convida-o à fidelidade e a identificar-se com o seu próprio testemunho.  É por aqui que passa a sua adesão ao Evangelho de Jesus.

 

    O Evangelho narra-nos o encontro de Jesus com um grupo de leprosos a quem curou. S. Lucas, recorre, com muita frequência, às narrativas dos encontros de Jesus com aqueles que o procuram na esperança de serem curados. Jesus, usa de misericórdia com eles. É esta a marca da missão de Jesus: curar e reconciliar; deve ser também este o testemunho da nossa identidade cristã.

Padre João Lourenço, OFM

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(05.10.2025) 


Introdução à Liturgia:

    Da liturgia deste domingo sobressai o pedido feito pelos discípulos a Jesus: ‘Senhor, aumenta a nossa fé’. A fé é a condição fundamental para que possamos assumir uma relação correta e verdadeira com Deus. A disponibilidade para construir o Reino de Deus em nós e no mundo a partir de nós, pressupõe sempre uma fé autêntica, verdadeira e confiante. É este o desafio que o Senhor hoje nos deixa e com ele nos faz também participantes no Seu reino.

 Introdução às Leituras:

    Na nossa forma de ser e estar, nem sempre os nossos tempos se conjugam com os de Deus. Na primeira leitura, o profeta Habacuc como que desafia Deus a fazer-se presente no tempo e na história de cada um de nós. Deus sempre se faz presente, mas a sua presença passa também por nós e é pela nossa fé que essa presença se torna atuante.

        Na segunda leitura, S. Paulo convida o seu discípulo e colaborador Timóteo – é a 2ª carta que lhe dirige – a renovar em si o ardor e o empenho da vivência cristã. Por isso, convida-o a dar, sem medo nem cobardia, testemunho de Jesus, um convite que é também dirigido a cada um de nós.

O Evangelho deste domingo deixa-nos o convite a crescer na fé, pois é pela fé que nos tornamos construtores do “Reino” de Deus no mundo. Ser discípulo e seguidor de Jesus implica esta adesão sem reserva, capaz de superar montanhas e obstáculos, olhando em frente e caminhando com esperança.

Padre João Lourenço, OFM

26º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(28.09.2025) 

Introdução à Liturgia:

    A liturgia de hoje deixa-nos um forte apelo na luta contra a indiferença e o comodismo. Uma das grandes preocupações dos Profetas foi exatamente esta de abrir a vivência da fé às inquietações sociais que, ontem tal como hoje, devem traduzir a nossa identidade crente, ajudando-nos a transformar o mundo num espaço de comunhão e de fraternidade

 Introdução às Leituras:

    A primeira leitura, do livro de Amós, mostra como o profeta é um homem atento que não usa uma linguagem de meias-tintas; bem pelo contrário; deixa fortes interpelações que mantêm e reforça a sua atualidade no nosso tempo. A luta pela justiça social foi o seu lema, que viria a ser assumido também por Jesus com grande empenho e vigor.

      Dando continuidade à leitura da Carta a Timóteo, Paulo exorta o seu discípulo e colaborador a manter-se fiel à doutrina que lhe ensinou e a fundamentar toda a sua vida em Cristo Jesus e no seu corajoso testemunho, dado perante Pilatos, na afirmação da verdade.

    No Evangelho, S. Lucas, o grande mestre das Parábolas, apresenta-nos mais uma daquelas que marcam e definem a identidade da mensagem de Jesus. Na Parábola do rico avarento e do pobre Lázaro temos dois personagens que tipificam os dois caminhos da relação do homem com Deus: abrir-se ao outro ou fechar-se em si mesmo; o empenho fraterno ou a indiferença, o acolhimento ou o desprezo do outro. Uma bela parábola para traduzir a misericórdia partilhada.

Padre João Lourenço, OFM

25º Domingo do Tempo Comum

 25º Domingo do Tempo Comum Ciclo C

(21/09/2025)


          Introdução à Liturgia:    

O uso dos bens temporais e a luta pela justiça são dois temas centrais da nossa fé, sempre presentes na vida social. Talvez, nunca como hoje, sintamos a urgência em olhar de frente para esta temática. A palavra de Deus que hoje nos é proposta enfrenta este dilema da radicalidade das nossas opções: ‘fazer do dinheiro uma divindade’, como sucede na sociedade atual, traz consigo todas as consequências nefastas que vamos experimentando no nosso dia-a-dia.

           Introdução às Leituras 

A 1ª leitura, do livro de Amós, fala-nos das injustiças do tempo do profeta e do empenho de Amós em construir um sistema social justo e autêntico, que seja a expressão de uma verdadeira vivência de fé. O vigor das suas palavras e da sua denúncia fazem com que Amós seja um exemplo para todos os tempos na luta pela justiça e pela fraternidade.

Na carta ao seu discípulo Timóteo, Paulo recorda-lhe quais são as suas obrigações enquanto testemunha do Evangelho que anuncia. Em primeiro lugar, temos a oração por todos, pois esse é o desígnio de Deus: que todos se salvem.

Na sequência das parábolas da misericórdia do capítulo 15º, São Lucas apresenta-nos no evangelho de hoje uma outra parábola sobre o uso dos bens temporais e a gestão dos mesmos. Trata-se de um texto de difícil compreensão, pois pressupõe o conhecimento das tradições próprias do período do Novo Testamento. No entanto, a conclusão da parábola é uma mensagem para todos os tempos: não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Com esta mensagem, Jesus quer-nos advertir que a 1ª opção da nossa vida tem de ser por Ele.

Padre João Lourenço, OFM

XXIV DOMINGO – TEMPO COMUM 2025

 XXIV DOMINGO – TEMPO COMUM 2025

Festa da exaltação da santa cruz

  

  Introdução

    Neste vigésimo quarto domingo do ano litúrgico, a Igreja celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz, interpelando os crentes à reflexão sobre o sentido da cruz de Cristo como elemento central da nossa fé. É uma festa que trás até nós o momento em que Santa Helena, Mãe do Imperador Constantino, vai a Jerusalém e deseja construir uma grande basílica para guardar os lugares da redenção do Senhor que a memória da Comunidade cristã já venerava. Podemos dizer que esta festa marca o esplendor daquela que viria a ser a grande Jerusalém que pela cruz do Senhor motiva os crentes à vivência do mistério pascal de Jesus.

Introdução às Leituras:

    As leituras da nossa eucaristia têm um tema comum: o sentido que a Cruz assume como forma de afirmação da fé e da esperança que confere um sentido positivo em relação à experiência do sofrimento na vida cristã. Quando os cristãos veneram a Cruz de Cristo não estamos a adorar o sofrimento, mas sim a afirmar que a nossa esperança nos anima na nossa caminhada e reforça a contemplação do amor do Salvador que ofereceu a sua vida por nós. O Seu olhar dá um novo sentido à nossa vida. Por isso, ser fiel ao Crucificado não é deixar-se vencer pelo desânimo nem pela dor, mas sim confiar que o seu testemunho, a sua cruz é a nossa força libertadora.
Padre João Lourenço, OFM

5 de setembro de 2025

23º Domingo do Tempo Comum

23º Domingo do Tempo Comum

(Ano C – 07.09.2025) 


Introdução à Liturgia:

Um dos traços mais sensíveis que Jesus propõe na sua mensagem é a radicalidade; Jesus é profundamente radical naquilo que são os princípios de vida para o seguir, embora seja totalmente humano e compreensível nas formas de seguimento. Ele é o fundamento de toda e qualquer opção e, isso, Ele, exigi-o em absoluto. Escolher por Ele é renunciar a todos os ídolos: materiais, familiares, sociais. A primazia está sempre n’Ele. 

Introdução às Leituras:

A primeira leitura, tomada do livro da Sabedoria, fala-nos dos desígnios de Deus e diz-nos que eles são diferentes dos nossos. Precisamos desse dom admirável da sabedoria de Deus, para podermos conhecer os Seus desígnios. A sabedoria é um dom do Espírito e, por isso, temos de estar abertos à sua inspiração.

Na segunda leitura, tomada da Carta de Paulo a Filémon, seu discípulo, Paulo mostra-nos mais uma faceta da sua pessoa: o carinho e a atenção que dispensa àqueles que lhe estão próximos na missão. Tudo isto, como ele mesmo o diz: é feito por causa do Evangelho. 

O Evangelho fala-nos das renúncias que devemos fazer para poder seguir Jesus. Ele define prioridades e exige que cada um as assuma também. Tais prioridades têm sempre a ver com as opções que fazemos. Ele deixa um convite que tem uma marca de grande exigência e um tom algo provocatório; é um desafio de grande exigência, mas é o único que nos conduz à liberdade plena.

Padre João Lourenço, OFM

22º Domingo do Tempo Comum

 22º Domingo do Tempo Comum

(Ano C – 31.8.2025) 

Introdução à Liturgia:


Vivemos numa sociedade cada vez mais condicionada pelo consumo, em que tudo se compra e tudo se vende, resultando daí uma forma de viver profundamente egocêntrica e sem horizontes de partilha e de comunhão. É raro, cada vez mais raro, encontrar gestos de gratuidade e de doação. Mesmos estes, muitas vezes, são de tal forma mediatizados que se transformam mais em aparato e propaganda do que em testemunho de verdadeira partilha. Por isso, é importante escutar a Palavra que o Senhor hoje nos propõe. 


Introdução às Leituras:

A primeira leitura, do livro de Ben-Sirá, deixa-nos uma forte interpelação à humildade, dizendo que a grandeza de cada está na bondade e na generosidade. Pelo contrário, a soberba e a ambição não têm cura e afastam-nos da comunhão com o Senhor. 

Na segunda leitura, continuamos a escutar a Carta aos Hebreus e o autor recorda aos fiéis que, pela fé em Cristo, eles constituem agora uma comunidade nova, devendo deixar as realidades antigas para que Cristo seja neles a plenitude da sua esperança. 

No Evangelho, S. Lucas mostra-nos como Jesus ensina a partir da vida e convida aqueles que o escutam a colocar em prática a sua mensagem, tornando-se servidores uns dos outros. Há que partilhar sem esperar retribuição e há que confraternizar com aqueles que não podem retribuir. Colocar isto em prática é sempre um desafio, mas é também um imperativo da nossa fé.

Padre João Lourenço, OFM

25 de agosto de 2025

21º Domingo do Tempo Comum

 21º Domingo do Tempo Comum

(24/08/2025) 

          Introdução à Liturgia:

A liturgia dominical, para além da celebração da fé comunitária, elemento fundamental da nossa identidade eclesial, ajuda-nos também a tomar consciência que a salvação é um dom de Deus, embora implique sempre uma opção pessoal. Essa opção não é apenas um sentimento teórico nem se traduz em atitudes de caráter afetivo, mas implica uma prática corrente de vida de acordo com aquilo que o Evangelho nos propõe

           Introdução às leituras:       

Na 1ª leitura, Isaías anuncia que a salvação de Deus é para todos os povos, nada tem a ver com a raça nem com a identidade cultural. Todos são chamados, todos podem subir à montanha e contemplar a glória do Senhor. Com isto, o profeta diz-nos que é necessário fazer um caminho e esse caminho pressupõe a comunhão com todos. 

Continuando a leitura da Carta aos Hebreus, o texto que hoje nos é apresentado exorta-nos a aceitar a correção. É a pedagogia da salvação que tem como referência o amor de Deus. Trata-se daquela ascese que todos temos de empreender na vida para crescer na comunhão com Deus e com os irmãos.

         No texto do Evangelho, mediante a parábola da ‘porta estreita’, Jesus reforça o convite à escolha, à opção pessoal que cada um tem de realizar. Dessa opção ninguém está dispensado e não bastará invocar os atributos que nos acompanham ou que herdamos daqueles que nos precederam. O empenho pessoal é constante e faz parte das exigências da nossa fé.

Padre João Lourenço, OFM

19 de agosto de 2025

20º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(17.08.2025)


Introdução à Liturgia:

Na sequência das temáticas dos últimos domingos, centrando sempre a nossa reflexão em dimensões importantes da nossa vivência cristã, a liturgia deste domingo fala-nos do sentido profético da vida e da mensagem de Jesus, tomando como enquadramento a própria experiência dos profetas. Logo nas origens cristãs, os primeiros seguidores de Jesus sentiram que Ele era, tal como estava anunciado, o verdadeiro profeta que havia de vir para testemunhar a presença de Deus no meio do Seu povo. Assim o sentimos também nós pela palavra que hoje nos é proposta na liturgia. 

Introdução às Leituras:

A primeira leitura, tomada do livro do profeta Jeremias, mostra-nos a coragem e a fidelidade do profeta à vocação e à missão que lhe foi confiada, expondo a sua própria vida como testemunho da sua missão. Jeremias é, na realidade, o homem da coragem que não desiste nem se acobarda perante as ameaças que lhe movem. A sua verticalidade é um verdade anúncio da missão de Jesus. 

Dando continuidade à Carta aos Hebreus, a segunda leitura fala-nos hoje do testemunho da fidelidade da missão de Jesus, o verdadeiro exemplo e guia da nossa fé. Tal como Jeremias, Jesus assume a sua missão na fidelidade ao Pai, sem desanimar ou retrair-se perante as dificuldades encontradas. Tal como Ele, também nós devemos caminhar com coragem e sem desânimo.

No Evangelho, S. Lucas fala-nos do ‘batismo’ da fidelidade de Jesus que não veio para nos anunciar uma fé fácil e cómoda, mas sim uma experiência de vida que se assume no seguimento de Jesus. Ele veio trazer a paz, mas não o comodismo; o cristão não pode nem deve remeter-se para soluções de conveniência, mas antes para a fidelidade que muitas vezes implica opções de rutura social e até mesmo religiosa.

Padre João Lourenço, OFM

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

(15.08.2025)

Introdução à Eucaristia 

Hoje, é um dia solene para a Igreja; a festa que celebramos – a Assunção de Nossa Senhora – é uma solenidade que nos testemunha a plenitude da missão de Maria, elevada à glória da Trindade. É também a solenidade que nos mostra a plenitude da Igreja, de que Maria é imagem e as primícias. N’Ela se cumprem as palavras do Magnificat: Deus a enalteceu, porque Ele eleva os humildes e os cumula de bens. A glória da Virgem Maria faz-nos também participantes da esperança que anima a nossa caminhada: chegar um dia à plenitude da glória do Pai. 

Introdução às Leituras 

Na primeira leitura, o livro do Apocalipse recorre a uma visão para nos descrever, de forma simbólica, Maria como símbolo da Igreja que luta para testemunhar a salvação que brota do Menino gerado pela Mãe. Da mãe, Maria, surge a figura da mãe Igreja que anuncia e testemunha no tempo a esperança da salvação. 

Na segunda leitura, da 1ª Carta aos Coríntios, Paulo fala-nos da vitória de Cristo, o novo Adão. Na sua ressurreição todos renascemos para a vida nova e é nessa vida nova que chegamos à plenitude da comunhão com Deus.

No Evangelho, temos a visitação de Maria a Isabel, completada depois pelo hino do Magnificat. Ela é a mensageira da nova-aliança, Aquela que Deus escolheu para morada do Seu Filho. Por isso, ela canta, agradecida, todos os dons com que Deus beneficiou o Seu povo. 

Padre João Lourenço, OFM

19º Domingo do Tempo Comum

 19º Domingo do Tempo Comum

(07.08.2022)


Introdução à Liturgia:

Um dos riscos grande da nossa vivência cristã é entrar numa espécie de adormecimento acerca da forma como vivemos a nossa fé. Este risco, sempre presente, mais se sente neste tempo de férias, já que muitas vezes subalternizamos tudo a este desejo legítimo de descanso e de paragem. No entanto, não devemos com isso esquecer que a nossa fé em Jesus e o testemunho que devemos dar não conhecem férias. A palavra de Deus interpela-nos hoje para a vigilância que deve estar sempre presente na nossa caminhada.   


Introdução às Leituras:

A 1ª leitura, tomada do livro da Sabedoria, fala-nos da libertação do Egito, convidando os israelitas da comunidade de Alexandria a estar atentos e vigilantes como outrora tinham estado os hebreus ao deixarem a terra da escravidão e partirem para a terra da liberdade. 

Na segunda leitura, a Carta aos Hebreus fala-nos da fé como sendo a ‘garantia dos bens futuros’. Neste contexto, são apresentados muitos personagens bíblicos que servem de testemunhos e de fundamento da verdadeira fé que anima e motiva os crentes na sua caminhada.


O Evangelho é um verdadeiro convite à vigilância cristã. É uma espécie de estado, de forma de vida que nos incentiva a não nos conformarmos com o mundo presente, ou seja, com os valores ou contravalores que diariamente nos são apresentados, tais como o consumo, as banalidades dos passatempos e dos espetáculos rotineiros. Importa estar despertos para aceitarmos a passagem do Senhor nas nossas vidas.

Padre João Lourenço, OFM

 
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