Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

24 de março de 2025

3º Domingo da Quaresma

 3º Domingo da Quaresma

(23 de março 2025)

Introdução à Liturgia

A quaresma sempre foi apresentada na vida e na liturgia da Igreja como uma caminhada, que tem como meta a vivência da Páscoa do Senhor. Esta caminhada exige esforço e empenho. Este empenho chama-se conversão, um contínuo recomeço, um regresso constante às origens da nossa comunhão com Deus. A palavra ‘conversão’ significa ‘regresso’ à comunhão com Deus. É este o grande desafio do tempo quaresmal.

Introdução às Leituras

A história da salvação mostra-nos que a relação com Deus não é um mero acaso nem uma feliz coincidência. Ela ensina-nos que Deus sempre se ocupou e cuidou do Seu povo. Fá-lo através de mediadores, a quem chama e envia para reconduzirem o Seu povo à comunhão com ele. A pessoa de Moisés é o paradigma da antiga aliança, chamado para libertar o povo de Deus.

 Paulo, na 2ª leitura de hoje, exorta os fiéis de Corinto a que sigam a mensagem de Jesus e se tornem seus verdadeiros seguidores.

A sociedade do tempo de Jesus, tal como ainda hoje sucede, era propensa a fazer leituras dos acontecimentos à luz de um certo fatalismo. Pelo contrário, Jesus convida os seus contemporâneos a ver os acontecimentos como sinais interpelativos, o que chamamos sinais dos tempos e que nos podem levar a refazer caminhos e a recriar uma nova vida, uma nova relação que tenha como centro a pessoa e a mensagem de Jesus.

Padre João Lourenço, OFM


17 de março de 2025

2º Domingo da Quaresma

16.03.2025

Introdução à Liturgia:

O tempo da quaresma é apresentado na liturgia como um caminho, uma caminhada que cada crente é convidado a fazer, seguindo os passos de Cristo. Neste segundo Domingo, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve pautar: é o caminho da escuta atenta aos apelos de Deus em ordem à realização dos seus projetos, numa entrega radical e comprometida com os planos do Pai.

Introdução às Leituras:

A primeira leitura apresenta-se um dos grandes momentos da História da Salvação: O chamamento e a caminhada de Abraão em direção à terra da promessa. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita o seu chamamento e Lhe responde com total confiança, dispondo-se a seguir os seus apelos. Nesta perspetiva, Abraão é o modelo do crente que acolhe o projeto de Deus e o segue de todo o coração.

Na segunda leitura, Paulo deixa um apelo a todos aqueles que querem seguir Jesus, no sentido de que sejam, de forma verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas do projeto de Deus no mundo. Nada – muito menos o medo, o comodismo ou a instalação – podem desviar o discípulo dessa responsabilidade ou bloqueá-lo na sua caminhada.

O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projecto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e, porventura, assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.
Padre João Lourenço, OFM

1º Domingo da Quaresma

 (09 março 2025)

Introdução à Liturgia

Iniciada na quarta-feira com a celebração das cinzas, hoje a liturgia introduz-nos no tempo quaresmal e apresenta-nos o projeto que nos conduz à páscoa do Senhor. A igreja propõe-nos ao longo destes 40 dias uma caminhada que acompanha Jesus na sua missão. Seguir Jesus é, antes de mais, um processo de caminhada que implica renúncia, para assim acolhermos os desafios que a Palavra de Deus hoje nos faz.

Introdução às Leituras

A primeira leitura, do livro do Deuteronómio, fala-nos do projeto de Deus para o Seu povo e mostra-nos como esse mesmo projeto tem como fundamento as ações históricas que Deus realizou para libertar e conduzir Israel da casa da escravidão à terra da liberdade. É um autêntico programa a pôr em prática ao longo deste nosso percurso quaresmal; outrora, foi para o Povo de Israel; hoje, na nossa caminhada com Cristo, temos aqui um verdadeiro programa de vida.

 O projeto de Deus tem sempre a sua centralidade na Palavra; é por ela que Deus se faz presente na nossa vida; é nela que encontramos a força e os desafios que nos motivam; é através dela que respondemos com a nossa adesão às propostas do Senhor. A Quaresma é o tempo da Palavra. É isso mesmo que nos diz Paulo: ela deve habitar os nossos corações.

 O Evangelho narra-nos, como sempre sucede no 1º domingo da quaresma, as tentações de Jesus. Estamos perante a centralidade da sua missão que se concretiza nesta proposta de libertação interior que nos deve conduzir à ressurreição pascal.

Padre João Lourenço, OFM

6 de março de 2025

8º Domingo do Tempo Comum – Ano C

 

(27.02.2022)

Introdução à Eucaristia:

A liturgia de hoje interpela-nos fortemente acerca da sinceridade da vida, da verdade que decorre não das palavras que dizemos da verdade da nossa ação e dos nossos comportamentos. Tecida com muitas imagens e comparações, a palavra do Senhor que hoje nos é proposta, interpela à vida prática e à transformação do coração. Que a nossa Eucaristia seja um momento de encontro com o Senhor e que o nosso coração se deixe tocar pela Sua palavra.

 Introdução às Leituras:

A 1ª Leitura, do livro de Ben Sirah, diz-nos, de uma forma veemente, que a palavra é o espelho do coração humano. De facto, não é a boca que testemunha a verdade da nossa fé, nem esta é confirmada pelas nossas palavras. A verdade da fé só pode ser testemunhada pela verdade da nossa vida.

No evangelho, S. Lucas mostra-nos como Jesus reforça esta mensagem e exorta os seus discípulos à sinceridade de vida. Continuamos hoje, tal como Jesus o sentia no seu tempo, a ver como há mil formas de tentar ludibriar a verdade, pensando que com isso estamos acolhendo os desafios da Palavra. Jesus interpela-nos, antes de mais, para que cada um se deixe converter, pois só um coração convertido pela Palavra do Evangelho poderá olhar o rosto do Outro, tal como deseja ser contemplado pelo rosto de Deus.

 Na 2ª leitura, da 1ª Carta aos Coríntios, Paulo fala-nos da esperança que deve fortalecer o nosso coração, pois é pelo nosso esforço, juntamente com a graça de Deus, que alcançamos a vitória da vida eterna.

Padre João Lourenço, OFM

24 de fevereiro de 2025

7º Domingo do Tempo Comum

ANO C - (24.02.2025) 

Introdução à Eucaristia:

O amor aos inimigos é um tema constante na vivência da fé, aliás já presente no Antigo Testamento e tomado por Jesus como o seu grande mandamento. Esta novidade cristã revolucionou a espiritualidade e deu à fé cristã uma nova dimensão, uma dimensão universal que faz da nossa fé uma realidade aberta a todos e onde não há lugar para o ódio nem para a vingança. É esta novidade que hoje somos chamados a celebrar na nossa eucaristia.

 Introdução às Leituras:

A primeira leitura, do primeiro livro de Samuel, mostra-nos como o rei David preservou a vida do seu adversário, o rei Saul, porque ele era o ungido do Senhor. A bondade de David tornou-se assim exemplar, já que a sua fidelidade a Deus impunha o respeito pelo outro, mesmo quando ele é nosso adversário.

 Na segunda leitura, dando continuidade ao texto da 1ª Carta aos Coríntios que já meditamos nos domingos anteriores, Paulo fala-nos de Cristo como o novo Adão, figura e modelo do novo homem que aspira às coisas do alto, vivendo segundo os valores de Deus e não se deixando aprisionar pelos apetites ou instintos terrenos.

 No Evangelho, Jesus continua a expor aos seus discípulos a Boa-Nova que Ele veio anunciar. Em contraste com os procedimentos do judaísmo, Jesus fala do amor aos inimigos e da gratuidade da vida cristã, reforçando assim a diferença total em relação aos preceitos do Antigo Testamento. O centro da sua mensagem está no amor aos inimigos. É esta mensagem que os discípulos de Jesus devem viver, tal como Ele a propôs àqueles que o seguiam. 

Padre João Lourenço, OFM

17 de fevereiro de 2025

6º Domingo do Tempo Comum

 

(Ano C – 2025)

Introdução à Eucaristia:

A liturgia de hoje convida-nos a fazer um confronto entre a nossa autossuficiência, uma espécie de culto idolátrico de nós mesmos, algo muito comum no nosso tempo e a verdadeira fé que se entrega nas mãos de Deus e n’Ele confia plenamente. Sendo um desafio que nos é feito, é também uma prova que nos é proposta acerca dos valores do Evangelho, bem identificados nas Bem-aventuranças. 

Introdução às Leituras:

A primeira leitura, do livro de Jeremias, fala-nos dos dois caminhos que nos são propostos: o da confiança no Senhor que conduz à vida e à felicidade, e o da autossuficiência que é comparado à aridez do deserto, sem vida e sem esperança, em que nada tem futuro, pois acabamos por viver fechados nos nossos próprios muros.

 Na segunda leitura, dando continuidade ao texto da 1ª Carta aos Coríntios que nos fala da ressurreição, Paulo diz, de uma forma muito expressiva, que o centro da nossa fé está na ressurreição do Senhor e que é aí que tem fundamento a nossa esperança. Cristo é as primícias daquela vida que também nos está reservada em Deus.

 No Evangelho, Jesus continua a expor aos seus discípulos a Boa-Nova que Ele veio anunciar. E fá-lo de uma forma muito clara através da mensagem dos dois caminhos: o da felicidade e da liberdade da fé, vivendo as Bem-aventurança, ou o da autossuficiência que nos fecha e reduz a vida à posse das coisas e à contemplação do narcisismo pessoal que mais não é do que a ‘árvore estéril’ do deserto.

Padre João Lourenço, OFM

8 de fevereiro de 2025

5º Domingo do Tempo Comum

 5º Domingo do Tempo Comum

(9 fevereiro 2025)

Introdução à Liturgia

A liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre a centralidade da Palavra de Deus, do Seu chamamento, que nos desafia e nos motiva para uma vida nova, deixando tudo e seguindo Jesus. Temos o chamamento de Isaías e dos discípulos; são exemplos e paradigmas de adesão à Palavra que motiva e dá sentido à nossa caminhada. É na Palavra e pela Palavra que nós celebramos a nossa fé. 

 Introdução às Leituras

A primeira leitura, do livro de Isaías, fala-nos da vocação do Profeta, fascinado pela glória do Senhor, aceita o convite que lhe é feito para ser o arauto da santidade de Deus no meio dos homens do seu tempo.

Na segunda leitura, S. Paulo recorda aos cristãos qual é o núcleo central do evangelho: a morte e a ressurreição de Jesus. Era esse o conteúdo da fé da Igreja que ele recebeu da comunidade apostólica e que agora transmite aos cristãos de Corinto. Foi isso mesmo que ele descobriu a partir do seu encontro com Cristo.

O Evangelho fala-nos do ensino de Jesus, junto às margens do Lago da Galileia e do seu encontro com as multidões que o procuravam. É desse ensino, da escuta da Palavra que nasce a vocação e o seguimento dos discípulos. A Palavra de Deus está sempre no centro que dá sentido e horizontes à vida cristã.

Padre João Lourenço, OFM

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

 FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Giotto Di Bondone  -Apresentação de Jesus no templo, 1320

(02.02.2025)

Introdução à Liturgia:

A igreja celebra hoje, dia 2 de fevereiro, a festa da Apresentação do Senhor, que antes da reforma litúrgica do Concílio era chamada de Festa da Senhora das Candeias. Trata-se de uma festa de matriz bíblica, em que ao completar os 40 dias de dar à luz, de acordo com a Lei, a Mãe deve apresentar-se no templo para assim dar início à sua reintegração na Comunidade. Os Evangelho, designadamente S. Lucas, realça que a família de Nazaré foi também apresentar ao Senhor e à Comunidade o Menino Jesus que era o Primogénito, para assim agradecer ao Deus da vida a nova vida que d’Ele nos vem trazer e é neste contexto que Ele é acolhido.  

 Introdução às Leituras:

A primeira leitura, do livro do profeta Malaquias, faz-se o anúncio da vinda do mensageiro do Senhor que vem para proceder a uma renovação do povo, dando assim início a uma nova etapa na história da salvação. Neste ano jubilar sob o lema da esperança, Jesus é esse mensageiro que nos anuncia um tempo novo de comunhão com Deus.

 A segunda leitura, Carta aos Hebreus, faz-se já uma leitura teológica da encarnação de Cristo, já que Ele vem assumir a nossa condição, elevando-nos à dignidade de filhos e tornando-nos participantes da sua condição.  

 No Evangelho de S. Lucas que hoje a liturgia nos propõe, estamos perante a melhor interpretação que nos é oferecida acerca deste momento da vida de Jesus. Ele é apresentado no templo e também àqueles justos do Antigo Testamento que aguardavam a salvação e a chegada do messias. Jesus é, como diz Simeão, a luz das nações que Deus oferece ao Seu povo.

Padre João Lourenço, OFM

3º Domingo do Tempo Comum

3º Domingo do Tempo Comum

(26.01.2025)

Introdução à Liturgia:

A liturgia deste domingo dá-nos a oportunidade de iniciar a leitura contínua do Evangelho de S. Lucas que nos acompanhará na nossa caminhada de fé ao longo deste ano, nos chamados domingos do ‘tempo comum’. Através de Lucas seguimos a caminhada de Jesus e somos convidados a redescobrir o sentido da misericórdia, um dom da gratuidade de Deus que nos aproxima da casa do Pai. Celebramos também hoje o ‘Domingo da Palavra. A Palavra é o caminho que nos leva ao coração de Deus.  

Introdução às Leituras:

Num texto muito belo que é tomado do livro de Neemias, a 1ª leitura fala-nos do tempo novo que o povo de Israel inicia após o seu regresso do exílio da Babilónia. No centro desse tempo novo está a Palavra de Deus que se faz polo agregador e motivador de uma nova dinâmica de comunhão. Por isso, celebrar e partilhar é o grande desafio da nossa Fé.

 A segunda leitura, na continuação do domingo anterior, fala-nos da unidade em Cristo que se constrói na comunhão das diversas formas de viver a fé. Paulo, recorre à imagem do corpo, para nos ajudar a construir essa comunhão. Estando nós a celebrar o oitavário de oração pela Unidade dos Cristãos aqui temos uma bela motivação para construir esta comunhão à volta do Senhor Jesus.

O Evangelho fala-nos das motivações que levam Lucas a escrever os acontecimentos à volta de Jesus, dizendo-nos que eles devem fortalecer a fé dos ‘servidores da Palavra’ e consolidar os crentes na vivência da sua fé. Depois, fala-nos da missão de Jesus no anúncio da Boa-Nova, tal como o profeta Isaías o havia anunciado. 

Padre João Lourenço, OFM

20 de janeiro de 2025

2º Domingo do Tempo Comum

2º Domingo do Tempo Comum

(19.01.2025)

Introdução à Liturgia:

A liturgia deste domingo oferece-nos uma oportunidade de estabelecer uma relação entre as celebrações natalícias e os conteúdos da mensagem anunciada e proposta por Jesus, na sua vida pública pelos caminhos da Palestina. Para nos mostrar isso, Jesus é apresentado como aquele que é o ‘vinho’ novo do amor e da misericórdia de Deus, dizendo-nos que Deus não esquece o Seu povo e envia-lhe agora a plenitude da salvação esperada.

Introdução às Leituras:

A primeira leitura, do livro de Isaías, através de uma linguagem figurativa, fala-nos do amor ‘esponsal’ de Deus pelo Seu povo, não deixando que este pereça abandonado nos caminhos da história. Deus dedica ao Seu povo todo o carinho que o jovem marido dedica à sua amada. Nós, a Igreja, somos esta ‘amada de Deus’ a quem Ele continua a dirigir palavras de amor e a deixar desafios de esperança.  

Na segunda leitura, Paulo exorta os cristãos de Corinto a viverem de forma harmoniosa, tendo em conta a pluralidade de dons e carismas que enriquecem a comunidade. Para isso, cada um deve colocar-se ao serviço do bem-comum, não a pensar em si, mas sim no bem comum, pois todos os dons são graça do Espírito Santo.

 O Evangelho, tomado do texto de São João, apresenta-nos as Bodas de Caná, onde Jesus se dá a conhecer aos discípulos, num contexto de ‘boda’, uma das imagens mais ricas do Antigo testamento para nos falar do amor de Deus. Ele é agora o centro desse banquete de comunhão, o ‘vinho novo’ que empresta aos homens um novo alento para a sua caminhada. Por isso, o texto termina, com a adesão dos discípulos que acreditam n’Ele e O seguem. 

Padre João Lourenço, OFM

Festa do Batismo do Senhor

 Festa do Batismo do Senhor

(12.01.2025)

Introdução à Liturgia:

Dando continuidade ao tempo de Natal, a liturgia de hoje fala-nos do batismo de Jesus nas margens do Jordão. É a 1ª manifestação pública de Jesus, pela qual o Pai o confirma como o Seu amado Filho, enviado ao mundo com a missão de salvar e libertar os homens. Neste ano jubilar sob o lema da esperança, o batismo é também um momento de fortalecer a nossa esperança em Cristo, a âncora da nossa vida.

 Introdução às Leituras:

A primeira leitura anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar no mundo a justiça, a reconciliação e uma paz sem fim. Revestido da força do Espírito de Deus, Jesus concretiza essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses não são os procedimentos de Deus.

 A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.

No Evangelho, S. Lucas oferece-nos o testemunho de João acerca da messianidade de Jesus que se inicia no seu batismo. É pela voz do Pai que este mesmo testemunho se confirma: Ele é o filho muito amado que devemos escutar e acolher a sua proposta de vida. 

Padre João Lourenço, OFM

4 de janeiro de 2025

Solenidade da Epifania do Senhor

 Solenidade da Epifania do Senhor

5 de janeiro de 2025

Ano C

Adoração dos Reis Magos por Bartolomé Esteban Murillo, século XVII, (Museu de Arte de ToledoOhio).

Introdução à Liturgia: 

Celebramos, hoje, a Solenidade da Epifania do Senhor. Fazendo parte da quadra natalícia, a liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens, dando assim uma dimensão universal ao mistério da encarnação do Senhor: Ele dá-se a conhecer a todos os povos. Ele é a “luz” que resplandece na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Esta “luz” encarnou na nossa história, fez-se presente na vida dos homens e iluminou os seus caminhos, conduziu-os ao encontro da salvação e da vida em plenitude.

Introdução às Leituras: 

A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora que Deus fará brilhar sobre Jerusalém, simbolizando assim a chegada da plenitude da vida de que Jesus é portador. A centralidade universal de Cristo atrai a Ele todos os povos que caminham guiados por essa luz.

Atualizando, em Cristo, o anúncio da primeira leitura, a segunda leitura diz-nos que essa “Luz” se concretiza através dos arautos do Evangelho de que Paulo é testemunho; já não apenas aos Judeus, mas a todos os povos, pois todos são chamados a partilhar a mesma comunhão em Cristo. 

No Evangelho, numa narrativa muito bela e profundamente simbólica, Mateus dá-nos a conhecer a forma como a Luz que é Cristo convida todos os povos, simbolizados nos Magos, a caminharem ao encontro de Jesus. Importa estar atentos aos seus sinais, à sua estrela e deixar-se conduzir por Ele, pois só assim podemos encontrar um novo caminho para construir um mundo diferente. Neste tempo de tantas incertezas e incógnitas, só a Luz de Cristo nos pode abrir horizontes de esperança.

 Padre João Duarte Lourenço, OFM

 
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