Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

31 de julho de 2014

Ecos da Peregrinação a Santiago

PEREGRINAÇÃO A SANTIAGO DE COMPOSTELA 



 
No passado dia 18 de Julho partimos rumo a Santiago de Compostela, era o passeio da nossa Fraternidade que se tornou na Peregrinação da nossa Fraternidade.
Partimos com direção a Montariol, Braga, convento franciscano que nos acolhe sempre com muito carinho e onde nos sentimos, de certo modo, em nossa casa.
Pelo caminho houve tempo para saudar a Nossa Mãe, recitando o terço e evocar São Bartolomeu dos Mártires o santo do dia. Como a viagem era longa nada melhor do que partilhar o farnel com os irmãos. Todos juntos comemos das merendas que preparamos com carinho e continuamos viagem para Braga. 
Chegados a Braga era hora de descansar e de nos prepararmos para o encontro com o Apóstolo Santiago (São Tiago) marcado para o dia seguinte.
Sábado de manhã iniciámos o dia louvando o Senhor, na Eucaristia, e demos inicio à viagem. Viagem que se fez sempre acompanhada pela Ir. Chuva, que permite que a paisagem por estas paragens, Minho e Galiza, seja tão bela, e assim é também um convite à contemplação e ao louvor ao Senhor pela obra da sua criação (a natureza).
Chegados a Santiago fomos diretos à Catedral. Muitos peregrinos festejavam a chegada, alguns depois de muitos km a pé! Via-se a alegria da chegada, a alegria do encontro, a alegria de mais uma etapa conquistada!
Ao entear na Catedral fomos ao encontro do Apóstolo para o Abraço! Abraço a Jesus Cristo através do seu querido e escolhido São Tiago (o maior – Santiago). Foi muito útil toda a informação dada na camioneta sobre a história e percurso de Santigo.  Tal como o encontro da história do caminho de Santiago com a vida de São Francisco de Assis e a sua passagem por terras lusas.
Após o abraço, reconfortante e carregado de simbolismo, chegou a hora do almoço. Almoçamos num dos restaurantes mais procurados pelos peregrinos.
Depois era o momento da visita ao convento franciscano em Santiago de Compostela onde estava previsto realizarmos o nosso momento celebrativo em terras de Santiago.
Ficamos encantados com o convento, totalmente remodelado é um misto de tradição e conforto. A capela onde celebramos é linda, acolhedora, mística!
Louvamos o Senhor!
Regressamos a Portugal. E nada melhor do que jantar na terra natal do nosso assistente espiritual Pe. Fr. José Pinto.
Fizemos apenas ema visita panorâmica sobre a vila mas deu para apreciar a beleza de Ponte de Lima. Vila muito bonita e acolhedora!
A manhã de Domingo começou com a visita ao “Poverello”, local de encontro e acolhimento por excelência! Local onde se cuida do doente e não da doença, onde os cuidadores trabalham de encontro ao cuidar de forma integral e não apenas medico-farmacológica. Como nos disse o Pe. Fr. Herminio Araújo (que nos acompanhou durante toda a visita) o Poverello é o local em que se faz tudo o que é possível fazer (pelo doente) quando já não há nada a fazer (em relação à doença).
Esta é sem dúvida uma grande obra e um continuo desafio que a Ordem dos Frades Menores acolheu.
Após esta visita chegara a hora de celebrar a Eucaristia Dominical. Louvamos o Senhor nos irmãos da fraternidade, louvamos o Senhor nos doentes, louvamos o Senhor nos funcionários, louvamos o Senhor em todas as pessoas que colaboram naquela instituição.
Após a Eucaristia deixamos o convento de Montariol e almoçamos em Braga.
Seguimos para o Monteiro de Tibães!
Magnifica visita! Onde contamos com a presença de um guia que nos apresentou todo o mosteiro e nos deixou com uma enorme vontade de volta para uma visita com mais tempo…
Deixamos Tibães muito enriquecidos com toda a sua história…


Iniciamos então o regresso a cas. O regresso… Após dois dias tão intensos e fraternos o regresso é sempre o regresso…. No sentido que gostaríamos de ficar todos junto mais um bocadinho...
Ainda assim, houve tempo, a bordo, para músicas e cantorias, histórias e anedotas e demais partilhas feitas pelos irmãos que manifestavam desta forma a alegria que tinha nascido destes dias em fraternidade!
E chegamos! Cansado, é certo, mas muito mais cheios de vida, de amizade, de fraternidade.
Até Outubro, até Fátima!
Paz e Bem!
Célia, Bruno, Francisco e Mariana
Fotografias: Cristina Ferreira

O Poverello - Ecos da Peregrinação



 O Poverello (Clique)

Centro de Acolhimento “O POVERELLO”, a unidade de cuidados de curta e longa duração e cuidados paliativos, que visitámos ontem, é um lugar que nos fala da dignidade da vida humana, em que a dor é tratada com carinho e onde a presença de Francisco de Assis nos interpela.

Senhor que quereis que eu faça? – Incita-nos ele a dizer. Em que posso eu contribuir para suavizar o sofrimento do irmão doente? Diz-me Senhor, para que eu não viva apenas de palavras e de boas intenções.

Tudo ali leva à contemplação. O sorriso de quem nos acolhe, a beleza do lugar, as nuvens, o sol e até a irmã chuva que fez questão de estar presente e refrescar a janela da pequena capelinha onde celebrámos a Eucaristia.

E, bem ao jeito franciscano, a irmã Morte corporal, também lá tem um lugar onde é tratada com a honra merecida. Tem o nome de



Pórtico da VIDA

Podemos chamar-lhe uma sala de estar. O silêncio e a luz são os seus adornos. A paz que ali se respira afasta o medo, tem brilho de esperança e deixa o espírito voar procurando vislumbrar um céu onde os bem-aventurados, revestidos de túnicas brancas, são recebidos pelo Pai, que lhes mostra o Reino prometido e onde habitarão para sempre.

É uma antecâmara do céu.

Depois da despedida fica-se ali, triste, saudoso daquele que nos deixou. Olhamos em frente e nada vemos. Como o véu do templo de Jerusalém, há aqui também um véu que limita o nosso olhar. É ele que nos separa da Vida Eterna. O nosso familiar, o nosso amigo, o ente querido que nos deixou, passou essa barreira e foi ao encontro do Senhor. Nós erguemo-nos, saímos pela outra porta, aquela que se abre para este mundo em que vivemos, e onde Jesus nos convida a sermos Suas testemunhas, com o nosso trabalho, com o nosso amor, respeitando todos os seres por Ele criados.

Pórtico da Vida. Símbolo de muitas interrogações, de respostas nem sempre aceites, de inquietações que por vezes estão adormecidas. Mas a Palavra de Jesus tem que ser a base da tranquilidade das almas e o alicerce da fé que professamos.

Pórtico da Vida, a tal salinha que existe no “Poverello”, espaço de intimidade para a despedida, lugar para deixar que as lágrimas e a dor da separação se possam manifestar dignamente e em privado. Um último adeus… mas um adeus revestido de esperança. Jesus disse: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11,25).

E o conforto destas palavras é um desafio para que se viva cada dia mais intensamente, construindo a felicidade. Uma felicidade que não é efémera. É cá de dentro. Brota de nos sentirmos amados por Deus e de podermos partilhar esse mesmo amor com todos os que se cruzam nos nossos caminhos. É pôr a render os dons que o Senhor deu a cada um, utilizando-os com generosidade. É amar a família, os irmãos, amar a vida e, com a força da oração, caminharmos com alegria.

Obrigada, Pai S. Francisco, pela poesia da tua vida e por estares hoje, também, no meio dos teus filhos, trabalhando e continuando a espalhar a Paz e o Bem.

Maria clara, ofs
21JULHO2014

(Convento Franciscano de Montariol)









5 de julho de 2014

Peregrinação a Santiago de Compostela


24 de junho de 2014

Encontro da Fraternidade de Portugal da OFS


21 de junho de 2014

Peregrinação a Santiago de Compostela


13 de junho de 2014

Domingo da Santíssima Trindade

Domingo da Santíssima Trindade


Celebrar a Santíssima Trindade não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus único em três pessoas”; Pelo contrário, é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor. Como Deus é amor, também nós fomos criados e chamados a uma comunhão de amor que tem em Deus a sua plenitude.

Padre João Lourenço, OFM

7 de junho de 2014

Vinde Espírito Santo


HYMNO DO ESPIRITO SANTO
POR OCASIÃO DA REPARTIÇÃO D'ESMOLAS
Alva pomba, que meiga appar'cestes
Ao Messias no rio Jordão;
Estendei vossas azas celestes
Sôbre os povos do órbe christão.
CÔRO
Vinde! oh vinde! entre nuvens de gloria,
Entre os anjos e bençãos d'amôr:
Entre os cantos d'eterna victoria
Que os ch'rubins Vos elevam, Senhor!
Quem aos pobres, seus braços estende,
Quem seus hombros encobre á nudez;
Cá no mundo, a ventura lhe rende,
E no céo, gloria eterna, talvez!
CÔRO
Vinde! etc.
Opulento! Entre-abri vosso cofre:
Se trasborda, é que tende de mais.
Vosso irmão tem de menos, e soffre,
Nada goza, e é só vós que gozaes.
CÔRO
Vinde! etc.
Acudi com estas off'rendas,
Offertae-lh'as em nome de Deos;
Talvez sejam as unicas sendas
Que conduzam ao reino dos ceos.
CÔRO
Vinde! etc.
Vinde irmãos! vinde todos, contrictos,
Uma esmola d'amôr offertar:
É dever consolar os afflictos,
E dos pobres, a fome matar.
CÔRO
Vinde! etc.
Traga rosas e ramos de louro,
Quem esmóla melhor, não tiver!
Pobre embora; esta offerta é thesouro,
Ganhará o brasão d'esmoler!
CÔRO
Vinde! oh vinde! entre nuvens de gloria,
Entre os anjos e bençãos d'amôr:
Entre os cantos d'eterna victoria
Que os ch'rubins, Vos elevam, Senhor!
Guilherme Read Cabral,
Em Pleno Atlantico,
Ponta Delgada, Tip. Açoriana, 1879.
Guilherme Read Cabral (1821-1897), funcionário da Alfândega, político, poeta, natural de Portsmouth, Inglaterra, residiu e trabalhou nas cidades de Funchal (Madeira), Horta (ilha do Faial) e Ponta Delgada (ilha de S. Miguel) onde veio a falecer.

2 de junho de 2014

As Constituições Gerais da OFS

 As Constituições Gerais da Ordem Franciscana Secular

A Regra da Ordem Franciscana Secular

A Regra e as Constituições Gerais da Ordem Franciscana Secular

26 de maio de 2014

Peregrinação a Santiago de Compostela

800 anos:
Peregrinação de Francisco de Assis a Santiago
No passado dia 17 de janeiro, pelas 17 horas, decorreu na igreja conventual de Santiago, na Galiza, Espanha, Solene Eucaristia de abertura das comemorações do oitavo centenário da peregrinação de São Francisco de Assis a Santiago de Compostela
Presidiu a esta celebração, que contou com o concurso de muitos franciscanos e fiéis, o arcebispo emérito de Sevilha, cardeal Frei Carlos Amigo Valejo ofm. Presentes, também, o arcebispo Dom Frei José Rodríguez Carballo, ex-Ministro Geral da Ordem e atual Secretário da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, bem como vários bispos da Galiza. A Província Portuguesa da Ordem Franciscana fez-se representar pelo Ministro Provincial, Frei Vítor Melícias e pelo Ecónomo Provincial, Frei Fernando Mota. Integraram, também, a delegação portuguesa, o franciscano bispo emérito de Bragança-Miranda, Dom Frei António Montes Moreira, e Frei Eugénio Pereira, Presidente da Fundação Santo António de Lisboa de Timor-Leste.

Neste ano, como recordou o cardeal Carlos Amigo, os franciscanos querem «fazer memória» não só da peregrinação material de São Francisco, mas sobretudo do seu significado transcendente. Por isso, durante este ano, se fará a entrega da "Cotolaya", uma espécie de compostela franciscana, a todos os peregrinos que cheguem a Santiago seguido os passos de São Francisco, isto é, com verdadeira devoção franciscana e que visitem o convento franciscano. O cardeal também convidou os circunstantes a «olhar o passado sem saudade, e o futuro sem medo» pois só assim se pode perseverar no ensino e caminho de Francisco.
O amplo programa de atividades que terá lugar nos próximos meses conta, entre outros eventos, com a inauguração de uma mostra coletiva, no Paço de Xelmírez e na igreja e cemitério de Bonaval, com obras de reconhecidos artistas como Tapies, Lamazares ou Boltanski. (in  http://www.ofm.org.pt/mailinglist/lista/newsletter33/newsletter33.htm

7 de maio de 2014

A Música da Ordem Franciscana


3.º Domingo da Páscoa - Lc 24,13-35


1 de maio de 2014

3.º Capítulo das Esteiras Fotos

Fotos - Google+
http://www.ofm.org.pt/noticia/item/265-capítulo-das-esteiras-da-família-franciscana-em-mafra.html



27 de abril de 2014

São João XXIII, OFS


São João XXIII, O.F.S.
São João XXIII

OBŒDIENTIA ET PAX




O Papa João XXIII, ou São João XXIII pp, OFS, nasceu em Angelo Giuseppe Roncalli (Sotto Il Monte, 25 de novembro de 1881Vaticano, 3 de junho de 1963) foi Papa de 28 de outubro de 1958 até à data da sua morte. Pertencia à Ordem Franciscana Secular (OFS) e escolheu como lema papal: Obediência e Paz. Foi beatificado a 3 de setembro de 2000, na Praça de S. Pedro pelo Papa João Paulo II. Foi canonizado no dia 27 de abril de 2014, na Basílica de S. Pedro, em Roma, pelo Papa Francisco.
Sendo um sacerdote católico desde 1904, ele iniciou a sua vida sacerdotal em Itália, onde foi secretário particular do bispo de Bérgamo D. Giacomo Radini-Tedeschi (1905-1914), professor do Seminário de Bérgamo e estudioso da vida e obra de São Carlos Borromeu, capelão militar do Exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial e presidente italiano do "Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé" (1921-1925). Em 1925, sendo já um arcebispo-titular, iniciou-se a sua longa carreira diplomática, onde o levou à Bulgária como visitador apostólico (1925-1935), à Grécia e Turquia como delegado apostólico (1935-1944) e à França como núncio apostólico (1944-1953). Em todos estes países, ele destacou-se pela sua enorme capacidade conciliadora, pela sua maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecuménico e pela sua bondade corajosa em salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1953, foi nomeado cardeal e Patriarca de Veneza.[1] [3]
Foi eleito Papa no dia 28 de outubro de 1958. Considerado inicialmente um Papa de transição, depois do longo pontificado de Pio XII,[4] ele convocou, para surpresa de muitos, o Concílio Vaticano II, que visava a renovação da Igreja e à formulação de uma nova forma de explicar pastoralmente a doutrina católica ao mundo moderno.[5] [6] [7] No seu curto pontificado de cinco anos escreveu oito encíclicas, sendo as principais a Mater et Magistra (Mãe e Mestra) e a Pacem in Terris (Paz na Terra).[1]
Devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade, João XXIII era aclamado e elogiado mundialmente como o "Papa bom" ou o "Papa da bondade".[1] [8] Mas, mesmo assim, vários grupos minoritários de católicos tradicionalistas acusavam-no de ser maçom, radical esquerdista e herege modernista por ter convocado o Concílio Vaticano II e promovido a liberdade religiosa e o ecumenismo.[9] Ele foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de Setembro de 2000. [10] É considerado o patrono dos delegados pontifícios e a sua festa litúrgica é celebrada no dia 11 de Outubro.[3] Foi canonizado em 27 de Abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, juntamente com o também Papa João Paulo II. A missa de canonização foi presidida por SS. o Papa Francisco e concelebrada por SS. o Papa Emerito Bento XVI.

(in http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_XXIII ) 

19 de abril de 2014

Domingo da Ressurreição (Jo 20,1-9)


15 de abril de 2014

Igrejas do Seminário e de Nª Sra. da Luz


13 de abril de 2014

Domingo de Ramos -Mt 26, 14 – 27, 66


7 de abril de 2014

5.º Domingo da Quaresma - Jo 11,1-45


31 de março de 2014

4.º Domingo da Quaresma - Jo 9,1-41


23 de março de 2014

3.º Domingo da Quaresma - Jo 4,5-42


17 de março de 2014

2.º Domingo da Quaresma - Mt 17,1-9


9 de março de 2014

1.º Domingo da Quaresma - Mt 4, 1-11


25 de fevereiro de 2014

Retiro Portas Abertas - 8 de março


20 de fevereiro de 2014

Retiro da Região Sul - 15 de Fevereiro

«Como a família é verdade»

PROGRAMA / HORÁRIO

09.30h -  Acolhimento
10.00h -  Laudes
10.30h –  Reflexão (Orientador do Retiro)
11.15h –  Reflexão Pessoal (individual, em silêncio)
12.00h –  Tempo de oração – adoração
12.30h -  Almoço partilhado

 14.00h –  Partilha da Reflexão em plenário (os Irmãos presentes)
 15.00h –  Reflexão preparatória da Eucaristia (Orientador do Retiro)
 16.00h –  Eucaristia
 17.00h – Despedida

29 de janeiro de 2014

Janeiro - Formação Permanente - Revitalizar

REVITALIZAR/REAVIVAR A "FORMA DE VIDA"
TESTEMUNHANDO A FRATERNIDADE


1. Palavra inspiradora:
MC 23,8-10: "Quanto a vós, não vos deixeis tratar por mestres, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. E, na terra, a ninguém chameis pai, porque um só é vosso Pai: Aquele que está nos céus".
Mt 18,20: "Pois onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, Eu estou no meio deles (Cfr. Rnb 22,32-37 OU IR).

2. Regra de vida:
No 4: "A Regra e Vida dos Franciscanos Seculares é esta: observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo os exemplos de S. Francisco de Assis, que fez de Cristo o inspirador e centro da sua vida para com Deus e com os homens".

3. Algumas implicações
  • Descobrir nos irmãos a pessoa viva e operante de Cristo (R.V., 5).
  • Como irmãos, conformar a sua maneira de pensar e de agir com Cristo (Id., 7).
  • Acolher todos os homens com espírito humilde e benevolente, como sendo um dom do Senhor e a imagem de Cristo. Conviver com todos num espírito de verdadeira alegria (Id., 13).
  • Procurar os caminhos da unidade e dos entendimentos fraternos através do diálogo e com o poder transformador do amor e do perdão, mostrando-se, assim, portadores da paz, a qual deve ser construída constantemente (Id., 19).
  • Assumir a vocação da OFS como o viver o Evangelho em comunhão fraterna (Id., 33).
  • Aprofundar os verdadeiros fundamentos da fraternidade universal e implementar em toda a parte o espírito de acolhimento e o clima de fraternidade (Const., art.º 18,2).
  • Colaborar com os movimentos que promovam a fraternidade entre os povos (Id., art.º 18,3).
  • Atuar como fermento, mediante o testemunho do amor fraterno (Id., art.º 19,l).
  • Entender a paz como obra da justiça e fruto da reconciliação e do amor fraterno (Id., art.º 23,1).

4. Fraternidade/Comunhão - Unidade "versus" solidão-individualismo
- Dia Mundial da Paz : 01.01.2014
- Mensagem do Papa Francisco: "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz"
- Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: 18-25 de Jan.
Estes dois acontecimentos motivam esta partilha fraterna, como contributo de formação permanente dos Irmãos desta fraternidade. Apenas alguns elementos que se apresentam como ajuda a uma reflexão pessoal e como compromisso para a vida concreta.

Da Mensagem do Papa Francisco podemos salientar alguns pontos. Assim:

No 1 e 3: a fraternidade dimensão essencial - A paternidade divina
  • A fraternidade como uma dimensão essencial da pessoa, sendo esta um ser relacional.
  • A consciência desta dimensão essencial leva-nos a ver e a tratar cada pessoa como um verdadeiro irmão. Sem isto, não é possível a construção de uma sociedade justa.
  • A fraternidade começa-se a aprender no seio da família.
  • Apesar da importância das ligações e comunicações que envolvem o nosso planeta e do que elas permitem, isto contrasta muitas vezes com a globalização da indiferença. Torna-nos vizinhos, mas não irmãos.
  • Em muitas partes do mundo: a lesão dos direitos humanos fundamentais, as situações de desigualdade, pobreza, injustiça, a ausência de uma cultura de solidariedade, o individualismo, o egocentrismo, o consumismo materialista... a revelarem uma profunda carência de fraternidade.
  • Uma verdadeira fraternidade entre os homens supõe e exige a referência a um Pai comum – paternidade divina. A partir do reconhecimento desta paternidade, consolida-se a fraternidade entre os homens. A raiz da fraternidade está contida na paternidade de Deus que se revela no amor pessoal, solícito e concreto por cada pessoa (cfr. Mt 6,25-30). Quando este amor é acolhido ele torna-se agente de transformação da vida e das relações com o outro.

No 2: Onde está o teu irmão?
  • Partindo da história dos dois irmãos Caim e Abel (Gn 4,l-16), cuja vocação era ser irmãos, importa entender alguns dos obstáculos que se interpõem à realização da fraternidade. Caim assassinou Abel. Recusou-se a reconhecer-se como irmão e a relacionar-se com ele. Ignorou o vínculo da fraternidade, da reciprocidade e da comunhão. Porquê? Por inveja.
  • Esta narração ensina que a humanidade traz inscrita uma vocação à fraternidade, mas também a possibilidade da sua rejeição. Disto mesmo dá testemunho o egoísmo diário, estando este na base de muitas guerras e injustiças.

No 4: A fraternidade é fundamento e caminho para a paz
  • Referindo a "Populorum Progressio", de Paulo VI, salienta: o dever de solidariedade: que nações ricas ajudem as menos avançadas; o dever de justiça social: que requer a reformulação entre povos fortes e povos fracos; o dever de caridade universal: que impele à promoção de um mundo mais humano para todos

No 5: A fraternidade, principio que vence a pobreza
  • A fraternidade é fundamental para vencer a pobreza, porque uma causa importante da pobreza é a falta de fraternidade entre os povos e entre as pessoas. Em muitas sociedades sente--se uma profunda pobreza relacional, devido à carência de sólidas relações familiares e comunitárias. Com isto surgem a marginalização, a solidão e várias formas de doença patológica.
  • Uma tal pobreza só pode ser superada através da redescoberta e valorização de relações fraternas no seio das famílias e das comunidades, através da partilha das alegrias e tristezas, das dificuldades e sucessos.

No 6: A redescoberta da fraternidade na economia
  • As graves crises financeiras e económicas dos nossos dias: que têm a sua origem no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição desmedida de bens materiais, e também no empobrecimento das relações interpessoais e comunitárias.
  • As sucessivas crises económicas devem levar a superar os modelos de desenvolvimento económico e a mudar os estilos de vida. Além disso, pode ser também uma ocasião para recuperar as virtudes da prudência, justiça, fortaleza e temperança (virtudes cardiais). Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a descobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros. Estas virtudes são necessárias sobretudo para construir e manter a sociedade a medida da dignidade humana.

No 7: A fraternidade extingue a guerra
  • Irmãos que continuam a viver a experiência dilacerante da guerra. A exigir de todos a oração pela paz.
  • Apelo a quantos semeiam a violência e morte, com armas: naquele que se considera um inimigo a abater, redescobrir um irmão; ir o encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação para construir a justiça, a confiança e a esperança.
  • Não bastam os acordos internacionais e as leis nacionais para preservar a humanidade do risco de conflitos armados. É preciso uma conversão do coração que permita a cada um reconhecer no outro um irmão do qual cuidar e com o qual trabalhar para, juntos, construírem uma vida em plenitude para todos.

No. 8: A corrupção e o crime organizado que contrastam com a fraternidade
  • A fraternidade como sendo geradora de paz social, porque cria o equilíbrio entre liberdade e justiça, entre responsabilidade pessoal e solidariedade, entre bem dos indivíduos e bem comum.
  • Um autêntico espírito de fraternidade vence o egoísmo individual. Este desenvolve-se quer em formas de corrupção, quer na formação de organizações económicas, as quais, minando a legalidade e a justiça, ferem no coração a dignidade da pessoa. Estas organizações ofendem a Deus, prejudicam os irmãos e lesam a criação.
  • O drama da droga, com a qual se lucra desafiando as leis morais e civis; a devastação dos recursos naturais, a poluição, a tragédia da exploração no trabalho, os tráficos ilícitos de dinheiro, a prostituição que destrói e rouba o futuro a tanta gente, o tráfico de seres humanos, os crimes contra menores ...
  • As condições desumanas de muitos estabelecimentos prisionais, onde os reclusos acabam reduzidos a um estado degrandante e violados na sua dignidade.

No 9: A fraternidade ajuda a guardar e a cuidar da natureza
  • A natureza: dom do Criador oferecido à família humana. A natureza está à nossa disposição, mas somos chamados a administrá-la responsavelmente. Por vezes surge a ganância, a soberba de dominar, de possuir, de manipular ..., não permitindo a defesa deste dom e o respeito do mesmo.
  • O sector agrícola que tem a vocação vital de cultivar e guardar os recursos naturais para alimentar a humanidade. De que modo usamos os recursos da terra?

No 10: Conclusão
Uma necessidade: que a fraternidade seja descoberta, amada, experimentada, assumida, testemunhada
...
5. Fraternidade franciscana
  • Antes da fraternidade como ideal de vida evangélica, Francisco encontrou o irmão. No irmão se revelou o Cristo Irmão. Através de Cristo e do seu Evangelho foi percebendo o sentido pleno da paternidade universal de Deus e de família dos filhos de Deus, que irmana os batizados, todos os homens, a criação inteira.
  • Fundada em Cristo, a fraternidade que S. Francisco tem em mente é sempre a que une os homens no amor de um mesmo Pai, realizada, como ele diz, por "um tal filho, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e mais que tudo desejável, Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a vida pelas suas ovelhas e orou ao Pai, dizendo: Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste" (cfr. 1CF 11-14 e Jo 17).
  • Esta unidade, constituída por irmãos, se converte em fraternidade pela ação do Espírito Santo. Francisco, nos seus escritos, fala sempre de fraternidade quando designa o grupo dos seus seguidores. O termo "irmão" aparece com muita frequência nas duas Regras (Rnb e Rb) e no Testamento com adjetivos cheios de afeto: "irmãos meus", "meus irmãos benditos", amadíssimos irmãos" ...
  • Na fraternidade franciscana podemos distinguir alguns aspetos fundamentais:
- Cristo como centro vivo da fraternidade
- a fraternidade vitalizada pela Palavra
- a fraternidade alimentada pela oração
- a fraternidade fundada na caridade
- a mútua aceitação
- a nivelação entre os componentes do grupo-fraternidade (irmãos)
- a mútua abertura e confiança
- a caridade terna, cordial e sacrificada
...
E isto tanto vale para as fraternidades dos "menores" como dos "seculares".

6. A paz franciscana
Da homilia do Papa Francisco, em Assis, a 04 de Outubro de 2013

A propósito de Mt 11, 28-29.
"Esta é a segunda coisa de que Francisco nos dá testemunho (porque a primeira diz respeito ao ser cristão = uma relação vital com a Pessoa de Jesus): quem segue a Cristo, recebe a verdadeira paz, a paz que só Ele, e não o mundo, nos pode dar. Na ideia de muitos, S. Francisco aparece associado com a paz: e está certo, mas poucos vão em profundidade. Qual é a paz que Francisco acolheu e viveu, e que nos transmite? A paz de Cristo, que passou através do maior amor, o da Cruz. É a paz que Jesus Ressuscitado deu aos discípulos, quando apareceu no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!"; e disse-o, mostrando as mãos chagadas e o peito trespassado (Jo 20, 19.20).
A paz franciscana não é um sentimento piegas. Por favor, este S. Francisco não existe! A paz de S. Francisco é a de Cristo, e encontra-a quem "toma sobre si" o seu "jugo", isto é, o seu mandamento: "amai- vos uns aos outros, como Eu vos amei" (cf. Jo 13,34; 15,12). E este jugo não se pode levar com arrogância, presunção, orgulho, mas apenas com mansidão e humildade de coração. Voltamo-nos para ti, Francisco, e te pedimos: ensina-nos a ser "instrumentos da paz", da paz que tem a sua fonte em Deus, a paz que nos trouxe o Senhor Jesus"
"Altíssimo, omnipotente, bom Senhor, (...) louvado sejas( ...) com todas as tuas criaturas". Assim começa o Cântico de S. Francisco. O amor por toda a criação, pela sua harmonia. O Santo de Assis dá testemunho do respeito por tudo o que Deus criou e que o homem é chamado a guardar e proteger, mas sobretudo da testemunho de respeito e amor por todo o ser humano. Deus criou o mundo, para que seja lugar de crescimento na harmonia e na paz. A harmonia e a paz! Francisco foi homem de harmonia e de paz. Daqui, desta Cidade da paz, repito com a força e a mansidão do amor: respeitemos a criação, não sejamos instrumentos de destruição! Respeitemos todo o ser humano: cessem os conflitos armados que ensanguentam a terra, calem-se as armas, e que, por toda a parte, o ódio dê lugar ao amor, a ofensa ao perdão e a discórdia à união. Ouçamos o grito dos que choram, sofrem e morrem por causa da violência, do terrorismo ou da guerra na Terra Santa, tão amada por S. Francisco, na Síria, em todo o Médio Oriente, no mundo.

Voltamo-nos para ti, Francisco, e te pedimos: alcançai-nos de Deus o dom de ter, neste nosso mundo, harmonia e pazl"
Frei José Pinto, OFM 
(Assistente Espiritual da Fraternidade Franciscana Secular de S. Francisco à Luz) 

 
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